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“Quero atrair investimentos para o serrano ter emprego”

Vidigal diz que tem o apoio do governador Paulo Hartung (PMDB) e acrescenta que Audifax deixou a Serra isolada politicamente. Foto: Divulgação

Na última entrevista com os candidatos a prefeito da Serra, antes da eleição, que acontecerá neste domingo (30), o pedetista Sérgio Vidigal fala sobre as motivações para retornar a Prefeitura do município, além do que espera da relação com o rival Audifax Barcelos (Rede) após as eleições.

[TN] Por que o senhor decidiu se candidatar para a Prefeitura?
[SÉRGIO VIDIGAL] O serrano não consegue mais conviver com desculpas para os problemas urgentes da cidade. Não dá mais para ficar um dia inteiro na fila, aguardando uma senha para se consultar. Há uma semana, recebi, às 23h, um telefonema de uma senhora que estava na UPA Serra-sede aguardando atendimento para o filho desde as 13h. E saiu de lá sem atendimento. Não dá para assistir a esse sofrimento sem fazer nada. A Serra merece e pode muito mais. Em 97, vencemos a crise e fizemos da Serra a quarta cidade que mais cresceu e investiu no Brasil inteiro. Em 2009, diante da crise mundial que respingou no Brasil inteiro, inclusive na Serra, nos reinventamos para poder oferecer à cidade soluções para os problemas urgentes daquela época.  Hoje, a situação não é muito diferente. E estou aqui, oferecendo todo meu suor e o meu esforço à população, para vencermos mais essa crise e mudarmos, mais uma vez, a história desta cidade.

Eleitores vêm reclamando que há muito ataque entre os candidatos e pouco debate de propostas para a cidade. Como o senhor avalia?
Eu passei a campanha querendo debater propostas. Sou contra o denuncismo e a boataria. Sempre me pautei pelas minhas convicções e pela minha vontade de unir forças para transformar a história da nossa cidade e melhorar a vida da nossa gente.

O senhor acredita que essa polarização deve continuar após as eleições?
Quero pedir a Audifax para unirmos forças para melhorar a vida da nossa gente após a eleição. Sou cristão, sou humano e sou do bem. Minha relação com as pessoas é a melhor possível. E eu quero convocar o prefeito e todas as forças políticas da Serra para que possamos dar a volta por cima e erguer a nossa Serra aos melhores índices, na saúde, na segurança, na educação, na geração de emprego e renda e em todas as áreas.

Obras importantes do Governo do ES estão paradas ou nem começaram na cidade. Como o senhor fará, caso eleito, para reverter isso?
O diálogo é a porta para resolvermos os gargalos da nossa cidade. A Serra precisa sair do isolamento. Por isso, busquei o apoio de todas as forças políticas para que a nossa cidade possa ter as melhores oportunidades. O governador do Estado nos apoia. O governo federal tem ótimo relacionamento conosco. Nossos canais são muitos. Falta boa vontade dos gestores públicos para tirar a Serra desse isolamento político que só prejudica a nossa gente.

Tem alguma coisa nesta campanha que o senhor faria diferente se tivesse oportunidade?
Sou um homem que age por convicções. Não mudaria nada na campanha. Estive perto da população. Talvez estivesse ainda mais perto se o tempo de campanha nos permitisse. Mas ainda haverá muito tempo para estarmos juntos. A partir do fim da eleição, a andança não termina. Prefeito tem de estar na rua, com a população. É de lá que saem as necessidades.

Como a internação do prefeito e candidato à reeleição Audifax interferiu nessas eleições?
Faltou o debate de propostas, que ficou prejudicado. Orei muito pelo restabelecimento do prefeito, porque as divergências políticas não podem avançar no campo da emoção. Mas faltou o debate que a Serra tanto esperava e, quando achei que pudéssemos ter esse debate no segundo turno, o que vi foi uma série de denúncias contra mim e minha família. A Serra, mais uma vez, saiu prejudicada.

A PEC 241 é o melhor caminho para evitar o colapso fiscal?
Acho que a PEC 241 é um equívoco dos nossos governantes, quando querem buscar mais eficiência na aplicação dos recursos públicos e fazer economia, cortam exatamente onde não é gasto, onde é investimento. Em vez de cortes em cargos comissionados e no custeio, o governo quer tirar dinheiro da saúde, da educação e do salário mínimo. Não dá! Nós temos que cortar o que de fato é gasto. Temos que cortar propaganda, cortar cargo comissionado, cortar diárias, hora extra. A população brasileira não pode sofrer com a inabilidade e a falta de coração de seus gestores.

Qual é o maior desafio para a Serra em 2017?
Vamos enfrentar a crise. Quero atrair investimentos para o serrano voltar a ter emprego. Somos hoje a cidade que mais perdeu postos de trabalho no Estado e nos últimos anos, mais de três mil empresas fecharam na Serra. Isso precisa mudar. Vinte anos atrás enfrentamos uma crise, faremos isso novamente. Também vamos equilibrar as finanças e promover um choque de gestão no município. Iremos também equilibrar os R$ 300 milhões de dividas da atual administração cortando gastos e usando da tecnologia para gerar economia e eficiência. Nossa cidade atualmente tem uma máquina inchada, com 23 secretarias. No nosso governo pretendemos diminuir o número de pastas para dezesseis.

A mudança de marqueteira do candidato Audifax para Jane Mary, que já trabalhou para o senhor, mudou alguma coisa em sua estratégia de campanha?
Nada.

Como o senhor avalia o apoio dado pelo governador Paulo Hartung (PMDB) à sua campanha?
O bom relacionamento com o Governo do Estado é fundamental para que a maior cidade do Espírito Santo alcance as políticas estruturantes que merece. Hoje nossa cidade se encontra no isolamento, e isso vai mudar.

CONFIRA TAMBÉM A ENTREVISTA DE AUDIFAX BARCELOS CLICANDO AQUI.

Ana Paula Bonelli

Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há 25 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

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