A monarquia britânica vive seu dia mais dramático em décadas. Príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, o segundo filho homem da falecida Rainha Elizabeth II, foi preso na manhã de seu 66º aniversário, em 19 de fevereiro de 2026. A detenção, sob suspeita de má conduta em cargo público, é o desfecho de uma queda livre iniciada por sua associação com o criminoso sexual Jeffrey Epstein.
Enquanto o ex-príncipe, que perdeu seus títulos e o tratamento de “Sua Alteza Real” por ordem do Rei Charles III, enfrenta a justiça, o mundo volta os olhos para as mulheres que compõem seu círculo íntimo: suas filhas, Beatrice e Eugenie, e sua ex-esposa, Sarah Ferguson, que permaneceram ao seu lado mesmo em meio às denúncias mais graves.
Filhas do Príncipe Andrew
Apesar do turbilhão que envolve o pai, as irmãs Beatrice e Eugenie construíram vidas que misturam tradição real e carreiras no setor privado. Elas não são “membros ativos” da monarquia (não recebem salário do governo), o que as permitiu trilhar caminhos próprios.
Princesa Beatrice: Nona na linha de sucessão, Beatrice, de 37 anos, é uma executiva de sucesso. Atua como Vice-Presidente de Estratégia na empresa de tecnologia Afiniti. Em 2020, casou-se com o conde italiano Edoardo Mapelli Mozzi, com quem tem duas filhas, Sienna e Athena. Mesmo com o afastamento do pai, Beatrice mantém a confiança do Rei Charles III, ocupando o cargo de Conselheira de Estado.
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Princesa Eugenie: 12ª na linha de sucessão, Eugenie, 35 anos, trabalha no mundo das artes como diretora de uma galeria em Londres. Ela é casada com Jack Brooksbank e mãe de dois meninos, August e Ernest. Eugenie é amplamente admirada por sua transparência sobre a saúde; aos 12 anos, passou por uma cirurgia de escoliose que deixou cicatrizes que ela faz questão de exibir para combater o estigma da doença.
Embora o Palácio tenha confirmado que os títulos das princesas não serão afetados pelos crimes de Andrew, a pressão pública sobre elas é imensa, já que sempre foram vistas como defensoras ferrenhas da honra do pai.
Sarah Ferguson é a ex-esposa
Sarah Ferguson, a Duquesa de York, é a personagem mais resiliente e controversa dessa trama. Mesmo divorciada de Andrew desde 1996, ela nunca o abandonou, chegando a dividir a mesma residência, o Royal Lodge, em Windsor, por quase trinta anos.
A relação de “amizade extrema” foi posta à prova recentemente. Ferguson enfrentou batalhas duras contra o câncer de mama e de pele, mas foi sua ligação com o passado de Andrew que selou seu destino. Em 2025, ela perdeu o apoio de várias instituições de caridade após a revelação de e-mails em que pedia desculpas a Jeffrey Epstein por ter feito críticas a ele no passado.
Pior ainda: documentos liberados pelo tribunal em janeiro de 2026 mostraram que “Fergie” manteve contato amigável com o financista mesmo após a condenação dele em 2008. As mensagens incluíam até comentários vulgares de Epstein sobre a própria filha de Sarah, Eugenie, na época com 19 anos. Com a prisão de Andrew, Sarah foi obrigada a deixar a residência real, marcando o fim de uma era de privilégios.
Prisão de Andrew
O aniversário de 66 anos de Andrew, neste 19 de fevereiro de 2026, começou com batidas policiais. O homem que já foi o herói da Guerra das Malvinas e o “filho favorito” de Elizabeth II foi preso pela Polícia do Vale do Tâmisa sob suspeita de má conduta em cargo público.
A operação é fruto de uma investigação minuciosa do Departamento de Justiça, que analisou arquivos sigilosos da rede de tráfico de Epstein. Segundo o comunicado oficial, o crime de “má conduta em cargo público” é gravíssimo e indica que Andrew pode ter usado sua posição de prestígio para facilitar atividades criminosas ou obstruir a justiça.
O que se sabe sobre a prisão até agora:
- Locais de busca: a polícia realizou operações em endereços em Berkshire e Norfolk.
- Status real: andrew não goza de imunidade diplomática ou real, pois o Rei Charles III já havia retirado suas proteções oficiais.
- Reação da família: o Rei Charles e o Príncipe William mantêm silêncio absoluto, mas fontes do palácio indicam que a ordem é “distanciamento total” para preservar a imagem da coroa.
A prisão de Andrew é o capítulo final de uma queda sem precedentes na história moderna da monarquia britânica. De príncipe a detento, a trajetória de Andrew agora depende do que os arquivos de Epstein ainda têm a revelar.
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