Preta Gil morre aos 50 anos nos EUA após piora em tratamento contra o câncer

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Preta Gil
A cantora Preta Gil morreu aos 50 anos. Crédito: Divulgação

A cantora Preta Gil, de 50 anos, faleceu neste domingo (20) nos Estados Unidos, onde realizava tratamento contra o câncer. A artista enfrentava complicações desde a última quarta-feira (16), quando teve uma piora significativa em seu estado de saúde após uma sessão de quimioterapia.

Durante o procedimento em uma clínica norte-americana, Preta passou mal e os médicos constataram que a doença havia se espalhado para outros órgãos. Diante do agravamento, familiares e amigos próximos viajaram ao país para acompanhá-la nos últimos momentos.

A atriz Carolina Dieckmann, uma das melhores amigas de Preta Gil, conseguiu uma pausa nas gravações da novela que participa e também foi aos Estados Unidos, sem saber da gravidade do quadro clínico da cantora.

A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa de Preta Gil, que informou ainda que a família está preparando um comunicado oficial. O filho da artista, Francisco, também está nos Estados Unidos junto aos demais familiares.

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Quem era Preta Gil: cantora, atriz e símbolo de representatividade

Filha do cantor e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil com Sandra Gadelha, Preta Maria Gadelha Gil Moreira nasceu em 8 de agosto de 1974, no Rio de Janeiro. Cresceu cercada pela música e pela efervescência cultural da família, mas só iniciou sua carreira como cantora aos 28 anos, após trabalhar nos bastidores da indústria fonográfica e atuar como atriz.

Seu primeiro álbum, “Preta”, foi lançado em 2003 e trouxe canções autorais e releituras, destacando a faixa “Sinais de Fogo”, que se tornou um de seus maiores sucessos. Ao longo da carreira, lançou discos como “Preta ao Vivo”, “Noite Preta”, “Bloco da Preta” e “Todas as Cores”, sempre misturando pop, samba, funk, axé e MPB, com forte apelo performático e discursos de empoderamento.

Além da música, Preta também atuou em novelas, filmes e programas de televisão, e se destacou como uma figura pública engajada em pautas sociais. Defensora da liberdade corporal, da diversidade e da luta contra o preconceito, ela se tornou um símbolo da causa LGBTQIAPN+ e do combate à gordofobia.

Seu bloco de carnaval, o “Bloco da Preta”, tornou-se um dos mais populares do Rio de Janeiro, reunindo milhares de foliões todos os anos na capital fluminense.

Mesmo enfrentando desafios pessoais, como a luta contra o câncer e momentos difíceis em sua vida amorosa, Preta manteve uma postura firme e inspiradora diante do público. Sua voz e sua presença marcaram uma geração, e seu legado ultrapassa os palcos, ecoando em discursos de autoaceitação, liberdade e amor.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos da cidade da Serra e temas de interesse público estadual.

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