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domingo, 05 de julho de 2020

Roqueiros preparam EP com músicas que falam de política, violência e racismo

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Ana Paula Bonellihttps://www.portaltemponovo.com.br
Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há mais de 15 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

O vocalista da banda Letargo mora em Praia Grande, fundão, divisa com a Serra. Foto: Divulgação

Diretamente de Praia Grande, Fundão, que faz divisa com a Serra e também com integrantes da ilha de Vitória, a banda Letargo (Letargia em Espanhol) estará lançando nos próximos dias, seu EP com cinco músicos, regado a muito rock and roll –  Thrash Metal  – com letras carregadas de muita política, violência e racismo.

O EP, que terá cinco músicas de autoria própria, será intitulado de ‘Necropolítica’, que significa a política da morte.

Segundo vocalista e baixista da banda, Jerônimo Amaral, o EP está em fase final de gravação. “Estamos realizando a mixagem e masterização final, confecção da arte da capa, que estarão disponíveis em streaming CD e K7”, conta.

O disco terá as canções ‘Estado de Guerra’, ‘Marcas Sangrentas’, ‘Manifesto antifascismo’, ‘When too much influence is never enough’ e ‘Necropolítica’.

“Estas músicas são o retrato do Brasil durante os últimos 5 anos. A música Estado de Guerra fala sobre o estado de violência que a polícia emprega à parte da sociedade, favelados, oprimidos, negros, as minorias de modo geral. Marcas Sangrentas, também é um tema da micropolítica, foi escrita logo após o contínuo extermínio de crianças faveladas pela polícia do Rio de Janeiro. O manifesto antifascismo foi escrito assim que o Brasil deu a sua guinada para a extrema direita depois das eleições de 2018, ao qual o brasileiro passou a externalizar o ódio, racismo, e autoritarismo que estavam contidos. When too much influence is never enough, é um capítulo de um relatório chamado BHPBiliton Dirty Energy, a letra em questão trata sobre as relações promíscuas entre Estado e Empresas que colocam em cheque o meio ambiente e povos tradicionais. Por fim a música necropolítica é praticamente um resumo de todas as músicas anteriores, pois percebemos que tudo que falamos está dentro da política da morte”  , destaca o guitarrista Raphael Cuqueto.

Baterista da Letargo, Luciano Cabron, conta que o termo ‘Necropolítica’ é o termo cunhado pelo filósofo camaronês Achille Mbembe do livro de mesmo nome. “A Necropolítica no Brasil vem sendo praticado há anos, por meio do extermínio de pobres, negros, e favelados. É a política de matar ou deixar morrer, mais evidente nas áreas de segurança, saúde (esta mais ainda durante este período de pandemia)”, destaca.

A banda tem ainda o disco ‘Discursos Líricos Regidos pelo Caos’, que está disponível para quem quiser ouvir em streaming Deezer e Spotify, e também no Youtube. Para acessar clique aqui.

Sobre a banda

A Letargo é uma banda de Thrash Metal, com fortes influências de Slayer, Krisiun, Sepultura, Napalm Death, Brujeria, e também de bandas como Converge, Arkangel,  Catharsis, Ratos de Porão e Gritos (banda capixaba). “A proposta é fazer um som com o objetivo de levar temas para serem discutidos na cena underground capixaba. O nome da banda veio do Luciano, sugerindo o nome letargia. Decidimos usar o termo em espanhol, pensando um dia, se tudo der certo, para ter uma entrada na cena underground latina”, explica Jerônimo.

A banda é Jerônimo (Vocal e Baixo), Raphael Cuqueto (Guitarra) e Luciano Cabron (Bateria).

A Letargo começou no final de 2016, com a formação inicial,  Jerônimo, Raphael Cuqueto, e Luciano Cabron. “No começo de 2017 arrumamos um vocalista (Dudu) e mais um Guitarista (Victor). No começo era uma banda com uma estética mais hardcore oldschool, mas com o passar do tempo, fomos em direção do thrash metal. O Dudu saiu bem no começo, deixando vago o vocal. Testamos vários vocalistas, fizemos chamada em facebook, mas não estava dando muito certo. Daí resolvi assumir o vocal. Após isso a banda conseguiu fazer 6 músicas, e em 2018 veio os primeiros shows, e em novembro do mesmo ano gravamos nosso primeiro EP, o Discurso Líricos Regidos pelo Caos”, conta Jerônimo.

Segundo ele outras pessoas saíram da banda. “O Vitor saiu da banda quando fomos gravar, mas assim como o Dudu, deixaram duas músicas neste primeiro álbum. Lançamos CD demo, com arte gráfica, com a música miséria do mundo sendo tocada nas rádios do ES que dão força à música capixaba. Agora somos em três novamente, e entre 2018 e 2020, fizemos shows, e o público gostou da pegada da banda. Esse ano iríamos gravar aqui em meu home estúdio, comecei gravando a banda noites terríveis, estudando gravação em estúdio. Contudo, quando estávamos prontos para gravar, entrou a pandemia. Ficamos pensando como iriamos gravar, daí o Raphael que tem equipamento de gravação em casa, passou a gravar as guitarras, enquanto o Luciano passava as músicas em partitura de bateria para nós, e assim foi… fizemos um álbum totalmente em isolamento social, pois tanto Luciano e Raphael moram com familiares que estão no grupo de risco da COVID-19”.

https://www.youtube.com/results?search_query=letargo999

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