
O Sítio Histórico do Queimado – que teve as ruínas da igreja de São José do Queimado restauradas e entregues em março deste ano – está passando agora pela segunda etapa de obras que tiveram início na última semana.
A informação foi confirmada pela Prefeitura da Serra que disse que a previsão de conclusão destas obras é dezembro e que o município irá fazer no local guarita e muro que compõem o acesso ao sítio histórico. Por conta das obras a visitação no local não está autorizada.
As ruínas, que se tornaram um Museu a Céu Aberto e têm atraído visitantes de vários locais do Espírito Santo e até de fora do estado, foi inclusive palco para casamento e até gravação de clipe da cantora evangélica Lauriete.
O prefeito Audifax Barcelos (Rede) prometeu em março deste ano que a igreja contaria com vigilância para evitar vandalismos e depredações. Garantiu ainda que iria alocar funcionários da prefeitura para fazer a vigilância do local após a entrega da obra, mas não passou detalhes de como irá funcionar. Até setembro deste ano, não havia vigilância no local ainda.
Neste mês, a prefeitura enviou uma nota onde disse que a Secretaria Municipal de Turismo, Cultura e Esporte e Lazer (Setur) informou que estava no ‘planejamento administrativo’ do órgão a instalação de vigilância. Mas não disse quando.
Para quem não conhece a história, o Sítio Histórico do Queimado foi palco da maior revolta de escravos do Espírito Santo – conhecida como a Insurreição do Queimado – que este ano comemorou 171 anos.
Obra da segunda etapa anunciada anteriormente com mais melhorias
Ainda em março deste ano, o prefeito anunciou a segunda etapa do restauro que agregaria o cemitério que fica atrás das ruínas restauradas da igreja e ainda banheiros, salas de apoio para visitação e uma estrutura confortável para os turistas que forem até o local. A previsão era de que estas obras fossem feitas até o segundo semestre de 2020, segundo o próprio Audifax e deveriam custar em torno de R$ 3 milhões para serem concluídos.
Pesquisa arqueológica
Para o restauro ser realizado, foi feita uma pesquisa arqueológica no local, em que foram encontrados pedaços de prato, jarras, azulejos e outros itens, que podem ser visitados no Museu Histórico da Serra, na Serra Sede.
Existe, também, o projeto de incluir a história do Queimado num circuito turístico para fomentar o turismo histórico, além de incluir ações educativas envolvendo o ensino fundamental, tanto municipal quanto particular.
As ruínas ficaram abandonadas por anos e receberam via convênio com o Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Espírito Santo (Sincades) e Instituto Modus Vivendi uma nova cara. O custo da obra foi de R$ 1.3 milhão e foi bancada pelo setor atacadista.

