23.7 C
Serra
sábado, 16 outubro - 2021
  • CORONAVÍRUS NA SERRA:
  • 71.679 casos
  • 1.485 mortes
  • 69.752 curados

Por mais projetos de Estado e menos projetos de partidos

Leia também

Câmara da Serra lança campanha para arrecadar e distribuir absorventes íntimos

A discussão sobre pobreza menstrual mobilizou a Mesa Diretora da Câmara da Serra. O presidente da Casa, vereador Rodrigo...

Serrana consegue anular dívida de R$ 14 mil após procurar ajuda no Procon-Ales

Com base na Lei 11.353, de autoria do deputado Vandinho Leite, que diz que moradores atuais das residências não...

Vidigal anuncia programa para castração e recolhimento de cães e gatos no município

O prefeito da Serra, Sérgio Vidigal, anunciou na tarde desta sexta-feira (15) que está criando, por meio da secretaria...
Redação Jornal Tempo Novohttp://WWW.portaltemponovo.com.br
O Tempo Novo é da Serra. Fundado em 1983 é um dos veículos de comunicação mais antigos em operação no ES. Independente, gratuito, com acesso ilimitado e ultra regionalizado na maior cidade do Estado.

 

Gilson Gomes Filho é autor do texto. Foto: Divulgação

Precisamos de mais projeto de Estado do que de projeto de partido. Isso é uma constatação significativa e irretratável.

O Estado é a instituição formada pelos cidadãos e pelos poderes constitucionais componentes. É por meio dele que políticas públicas são promovidas e proporcionadas à população.

Observamos, entretanto, que algumas unidades da federação – municípios, estados e união – estão a mercê de projetos de partidos e não propriamente de Estado.

Os partidos políticos, bom dizer, são instrumentos para alcance do poder de maneira democrática. Não são um fim em si mesmo, nem podem ser a finalidade principal dos governantes.

É extremamente comum ver unidades da federação entupidas de pessoas despreparadas ou até desqualificadas em funções extremamente estratégicas pelo simples fato de possuírem determinada filiação partidária. Sem cerimônia e sem vergonha, o Estado vira extensão do partido.

Não se trata de dizer que os espaços políticos não podem ser ocupados por filiados a partidos. Pelo contrário, é direito e natural, até porque a democracia brasileira é pluripartidária.

Exige-se apenas preparo e qualificação para determinada função. Colocar os atores certos nos papéis certos e não pelo simples vínculo de agremiação, apenas isto. Evita-se, com isto, que o Estado seja tão somente um espaço de busca de poder em vez de mecanismo de conquista social.

Os desafios sociais mudam e avançam diariamente. As armas para enfrentá-los nem sempre evoluem na mesma proporção. O aparelhamento da máquina auxilia na derrocada das conquistas sociais e modernidade estatal.

O mundo atual exige preparo para os novos desafios. Conciliar os abismos sociais com o avanço tecnológico e o respeito aos valores sociais e humanitários exigem, cada vez mais, a presença de um Estado, não mínimo nem máximo, mas necessário, e devidamente guiado em fins republicanos e sociais.

O autor é Gilson Gomes Filho é advogado, especialista em Direito Público.

Redação Jornal Tempo Novohttp://WWW.portaltemponovo.com.br
O Tempo Novo é da Serra. Fundado em 1983 é um dos veículos de comunicação mais antigos em operação no ES. Independente, gratuito, com acesso ilimitado e ultra regionalizado na maior cidade do Estado.

VOCÊ TAMBÉM PODE LER

CONTEÚDO PATROCINADO

error: Não copie! Compartilhe o conteúdo!