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terça-feira, 11 de agosto de 2020

Polícia de Minas Gerais pede prisão de diretores da Samarco

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Bruno Lyrahttps://www.portaltemponovo.com.br
Repórter do Tempo Novo há mais de 10 anos, Bruno Lyra escreve para diversas editorias do portal, principalmente Economia e Meio Ambiente, das quais é o responsável.

A vila de Bento Rodrigues em Mariana - MG foi destruída pelo rompimento da barragem. Foto: Agência Brasil
A vila de Bento Rodrigues em Mariana – MG foi destruída pelo rompimento da barragem. Foto: Agência Brasil

A Polícia Civil de Minas Gerais pediu nesta terça (23) a prisão preventiva de seis funcionários da Samarco (Vale + BHP Billiton). O pedido inclui o nome do presidente licenciado da mineradora, Ricardo Vescovi.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, eles foram indiciados por homicídio com dolo eventual, inundação e poluição de água potável em decorrência do rompimento da barragem de Fundão, onde a Samarco depositava rejeitos da extração de minério de ferro em Mariana – MG. O rompimento aconteceu em 05 de novembro do ano passado.

Segundo a publicação, além de Vescovi, foram indiciados o diretor de operações Kléber Terra, o gerente de projetos Germano Lopes, o gerente de operações Wagner Milagres, o coordenador técnico Wanderson Silvério e a gerente de geotecnia Daviely Rodrigues.

O engenheiro responsável pela declaração de estabilidade da barragem de Fundão, Samuel Loures, também foi indiciado. Ele é funcionário da Vogbr, empresa de engenharia geotécnica contratada pela Samarco para fazer o laudo sobre a estabilidade da barragem.

O rompimento da barragem de Fundão matou 17 pessoas, deixou dois desaparecidos e devastou a bacia do rio Doce, que até hoje está repleto de rejeitos da extração de minério. A poluição segue descendo para o mar e se espalhando pelo litoral capixaba e, na semana passada, já estava próxima à divisa com o Rio de Janeiro.

Ontem (22) entrou em vigor a proibição, determinada pela Justiça Federal, da pesca no trecho do litoral e a foz do rio Doce em Linhares e o litoral de Aracruz. A suspeita é que o consumo de peixes contaminados pela lama que está sendo despejada no mar pelo rio, possa ser prejudicial à saúde humana.

Um laudo da Universidade de Brasília (UNB) feito em dezembro apontou presença de metais pesados como alumínio, ferro, arsênio, manganês, selênio e cádmio nas águas do rio Doce.

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