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quinta-feira, 28 de Maio de 2020

Pó preto piora doentes respiratórios crônicos e grupo de risco à Covid-19

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Bruno Lyrahttps://www.portaltemponovo.com.br
Repórter do Tempo Novo há mais de 10 anos, Bruno Lyra escreve para diversas editorias do portal, principalmente Economia e Meio Ambiente, das quais é o responsável.

Criança toma nebulização na rede pública de saúde: poluição do ar fragiliza ainda mais quem tem problemas respiratórios. Foto: Agência Brasil

A poluição do ar causada pelo pó preto e outras substâncias emitidas pela siderurgia (Vale e ArcelorMittal Tubarão) há décadas na Grande Vitória potencializa doenças respiratórias crônicas. Pacientes com essa condição devem ficar ainda mais atentos com a pandemia, pois correm maiores riscos caso contraiam o novo coronavírus, aponta a médica integrante da Sociedade de Pneumologia do Espírito Santo, Cileia Martins.

A própria Organização Mundial de Saúde (OMS) lista os pacientes portadores de doenças respiratórias como integrantes do grupo de risco com a Covid-19.

A profissional esclarece que a exposição dos milhares de moradores das cidades vizinhas ao Complexo de Tubarão ao pó preto nada tem a ver com o aumento do risco de transmissão da doença. Mas sim, pode ajudar no agravamento do quadro caso o paciente contaminado seja portador de doença respiratória crônica.

“O que aumenta o risco de transmissão (do coronavírus) é a aglomeração de pessoas. Mas é claro que quem vive em lugares mais poluídos tem saúde respiratória pior. A poluição é agravante para a piora de doenças respiratórias, como as que acometem pacientes asmáticos crônicos e portadores de DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) severa. Esses pacientes terão maior risco caso contraiam o novo coronavírus, pois a doença afeta muito o trato respiratório inferior, localizado na caixa torácica”, explica.

Cileia alerta que pacientes com doenças respiratórias crônicas, caso tenham sintomas de gripe durante a pandemia, não interrompam o tratamento que já fazem e avisem ao médico.

A reportagem procurou as empresas ArcelorMittalTubarão e Vale para falar sobre o assunto, mas até o fechamento desta edição, não retornaram.

Ministério Público cobra siderúrgica

O debate sobre a relação entre poluição da siderurgia, danos ao sistema respiratório da população e custos à saúde pública para tratamentos é antigo na Grande Vitória. E uma dessas discussões vem sendo conduzida pelo Ministério Público Estadual (MPES), por meio da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente da Serra.

Trata-se de uma ação penal movida pelo MPES que pede reparação ao Município da Serra, pela ArcelorMittal Tubarão, por conta dos gastos para tratar moradores com problemas respiratórios decorrentes da exposição ao pó preto e a outras substâncias expelidas no ar. Segundo publicação no site do MPES, as reparações são pelos danos causados aos moradores de Cidade Continental, bairro vizinho ao Complexo de Tubarão, que além da ArcelorMittal Tubarão, abriga sua principal parceira, a Vale.

Segundo o MPES, a ação também pede que a ArcelorMittal promova a instalação de uma rede de percepção de odores no bairro, o que permitirá aos moradores informarem possíveis problemas à empresa. Além do pó preto, moradores do bairro reclamam de mau cheiro vindo da área da siderúrgica.

O MPES lembrou que também há em curso um Termo de Cooperação Ambiental (TCA) celebrado com o Ministério Público Federal que estabelece tanto para a Arcelor quanto para a Vale investimento nas unidades de saúde e compra de remédios para a população.

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