O PM que ganhou repercussão nas redes sociais após aparecer em um vídeo agredindo a própria mulher durante o Carnaval agora se tornou alvo de uma investigação ainda mais grave.
A Polícia Civil do Espírito Santo deflagrou, na manhã desta quinta-feira (5), a Operação Mácula, que revelou indícios de que o militar seria um dos responsáveis por chefiar uma organização criminosa especializada em furtos e roubos de motocicletas na Serra, na Grande Vitória.
A ação foi realizada por equipes da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (DRFV) em conjunto com a Corregedoria da Polícia Militar.
Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em diferentes bairros do município.
Leia também
Mandados foram cumpridos em cinco bairros da Serra
As diligências ocorreram nos bairros:
- Barcelona
- Porto Canoa
- Enseada de Jacaraípe
- Laranjeiras
- Praia de Capuba
Segundo a Polícia Civil, os investigados fazem parte de uma organização criminosa estruturada para furtar motocicletas na região.
O policial militar apontado como líder do grupo já está preso, após ter sido detido durante o Carnaval deste ano por agredir a esposa, que também é policial militar.
Investigação começou após prisão por receptação
De acordo com apuração, as investigações tiveram início ainda em 2024, após a prisão em flagrante de um jovem de 18 anos suspeito de receptação de motocicleta roubada.
A partir da análise de dados extraídos de dispositivos eletrônicos, os investigadores conseguiram identificar que o suspeito integrava uma organização criminosa voltada ao furto de motos na Serra.
Durante o avanço das investigações, surgiram indícios de que um policial militar teria papel de liderança dentro do grupo.
Caso ganhou repercussão após vídeo de agressão
O nome do policial passou a circular amplamente nas redes sociais após a divulgação de um vídeo gravado durante o Carnaval.
Nas imagens, ele aparece agredindo a esposa em um estacionamento de um atacarejo em Vitória. Durante a ocorrência, o militar também teria agredido outros policiais que tentaram contê-lo, segundo registros da Polícia Militar. Após o episódio, ele acabou sendo preso em flagrante.

Operação “Mácula” faz referência à mancha na farda
O nome da operação tem significado simbólico. Segundo a Polícia Civil, o termo “mácula” significa mancha ou desonra, representando situações em que agentes públicos se envolvem em práticas criminosas e acabam comprometendo a imagem das instituições de segurança pública.
As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa e a participação de cada suspeito no esquema