Um pastor alemão de 8 anos morreu após ingerir cápsulas de cafeína que estavam em uma encomenda lançada por cima do muro de uma residência no bairro Colina de Laranjeiras. O caso ocorreu no Dia das Mães e foi denunciado pela tutora do animal, a criadora de conteúdo Michele Pazolini.
O cachorro, chamado Brutus, teve acesso ao pacote logo após a entrega. Imagens de videomonitoramento registraram o momento em que um entregador chega ao local, toca o interfone e, sem receber resposta, arremessa a encomenda para dentro do imóvel antes de deixar o endereço.
Segundo Michele, dentro do pacote havia cápsulas de cafeína. O animal rasgou a embalagem e ingeriu parte do conteúdo. Apesar dos esforços para socorrê-lo, Brutus não resistiu.
A tutora afirma que havia solicitado previamente a alteração do endereço de entrega. De acordo com ela, a encomenda deveria ter sido encaminhada para a casa de sua mãe, no bairro Nova Carapina, porque não haveria ninguém em sua residência para receber o pedido.
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Em relato divulgado nas redes sociais, Michele classificou a situação como resultado de uma falha grave no processo de entrega.
“Uma encomenda contendo cápsulas de cafeína foi jogada por cima do muro da minha casa, mesmo sem ninguém para receber. Meu cachorro rasgou a embalagem, ingeriu o conteúdo e isso custou a vida dele”, escreveu.
Ela também afirmou que não foi informada sobre a entrega e que o sistema registrou o recebimento da encomenda como se tivesse sido assinado por ela.
“Em nenhum momento houve contato para solicitar autorização para jogar o pacote. Não recebi ligação, mensagem ou qualquer tentativa de contato. Também não fui notificada de que a entrega havia sido realizada”, declarou.
O caso foi registrado na polícia. A tutora busca esclarecimentos sobre a entrega e a apuração das responsabilidades pelo ocorrido.
A morte de Brutus provocou repercussão nas redes sociais e levantou questionamentos sobre os procedimentos adotados por empresas de logística quando não há moradores disponíveis para receber encomendas, especialmente em situações que envolvem produtos que podem representar riscos para animais domésticos.
Em nota enviada à equipe Jornal Tempo Novo, a Amazon Brasil lamentou a morte do animal e afirmou “que esse caso não reflete os padrões de atendimento da empresa. Estamos investigando o caso e entraremos em contato o consumidor para prestar suporte necessário nesse momento.”
De acordo com a Polícia Civil (PCES), o Núcleo de Proteção aos Animais da Delegacia Especializada de Proteção ao Meio Ambiente (DEPMA), instaurou um inquérito policial para apurar a morte do animal.
“O procedimento investiga a possível prática do crime de maus-tratos a animal com resultado morte, previsto no artigo 32 da Lei nº 9.605/1998. Como parte das diligências, serão realizadas oitivas, análises de imagens e requisição de documentos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos. As investigações seguem em andamento”, pontua a PCES.
