Para se vacinar, hipertenso pode apresentar prescrição médica como comprovação da comorbidade

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No caso da hipertensão, serão aceitas aquelas com a descrição “hipertensão arterial”, independentemente da confirmação de lesão em órgão-alvo. Foto: Divulgação

Hipertensos podem apresentar prescrições médicas como comprovação da comorbidade. Conforme foi publicada, na última sexta-feira (07), a Nota Técnica Covid-19 nº 12/2021 da Secretaria da Saúde (Sesa), que trata sobre as comorbidades da Campanha de Vacinação contra a Covid-19, incluindo detalhamento dos documentos que podem ser apresentados como meio de comprovação para casos de hipertensão arterial e obesidade mórbida.

A recomendação da Sesa é que sejam aceitos laudos, prescrições médicas, cadastro preexistentes na unidade básica ou declarações do enfermeiro dos serviços de saúde onde o usuário faz tratamento com a descrição da comorbidade ou condição existente, no caso da obesidade mórbida também será aceito laudo emitido por nutricionista.

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No caso da hipertensão, serão aceitas aquelas com a descrição “hipertensão arterial”, independentemente da confirmação de lesão em órgão-alvo.

As ações de vacinação deverão seguir as estratégias definidas em pactuação entre o Estado e os municípios, na Comissão Intergestores Bipartite, por meio da Resolução CIB nº 048/2021, na qual define as fases a serem seguidas, de acordo com o quantitativo de doses disponibilizadas e a relação do documento comprobatório que deverá ser apresentado no ato da vacinação.

O público com comorbidade será vacinado com o imunizante da Pfizer/BioNTech. Foram entregues no ES, na noite desta segunda (10), 23.400 doses da vacina.

Devido às especificidades de armazenamento, as doses ficarão acondicionadas em duas câmaras refrigeradas, com temperatura a -20ºC na Rede de Frio, de onde a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) fará a retirada para os pontos estratégicos de vacinação ao longo da semana. As doses serão destinadas ao público de comorbidades, gestantes e puérperas e pessoas com deficiência permanente com BPC.

Com a incorporação no Sistema Único de Saúde das doses da Pfizer/BioNTech, o Ministério da Saúde determinou que sua distribuição seja feita às capitais brasileiras, como forma de se evitar desperdício devido às suas particularidades de armazenamento e preparo.

Assim, a cidade de Vitória recebe a vacina da Pfizer para compor sua proporcionalidade de doses e, caso seja necessário, a Capital receberá também complementação das doses da Coronavac (Sinovac/Butantan) e da Covishield (Oxford/Fiocruz), para chegar ao número de doses que o município faz jus a cada remessa semanal enviada pelo Programa Nacional de Imunização.

Assim como os imunizantes Coronavac e Covishield, o esquema completo da vacina Pfizer é de duas doses, entretanto com intervalo de 84 dias, entre as aplicações, segundo a orientação técnica do órgão federal.

 

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos da cidade da Serra e temas de interesse público estadual.

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