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domingo, 29 de novembro de 2020

Pandemia piora e Serra está sem estoque de remédio para tratamento da Covid-19

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Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há mais de quatro anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

A cidade está sem Azitromicina, segundo informações da Prefeitura da Serra. Foto: Divulgação

Em meio à pandemia causada pelo coronavírus, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesa) admitiu que, na Serra, falta um dos principais medicamentos utilizados pelos médicos no freamento de complicações causadas pela Covid-19 no corpo humano. Trata-se da Azitromicina, um antibiótico com efeito bactericida, que costuma ser receitados para casos suspeitos ou confirmados que não sejam tão graves. A informação foi confirmada pelo Município após a denúncia feita por moradores ao TEMPO NOVO de que faltava diversos remédios nas farmácias públicas da cidade.

De acordo com a Secretaria de Saúde, que atualmente é comandada pelo secretário Alexandre Viana, são verídicas as informações de que falta o Azitromicina em postos de saúde da cidade. No entanto, afirma que novos lotes do medicamento já foram comprados mas, devido à grande procura, o fornecedor ainda não teria realizado a entrega programada. Vale destacar que a cidade já possui 20.587 casos confirmados e 572 mortes causadas pela Covid-19.

O desabastecimento na Saúde da Serra ocorre em um momento crítico, onde a pandemia tem demonstrando sinais de fortalecimento. Na prática, vem sendo registrado um aumento nos números diários de casos confirmados e óbitos em todo o Espírito Santo, principalmente nas cidades da Grande Vitória, onde a Serra está inclusa. Além da Azitromicina, segundo moradores, faltam também outros medicamentos básicos, como anticoncepcional e até insulina.

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Enquanto isso ocorre, pacientes que utilizam os postos de saúde ou até mesmo as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Serra sofrem um verdadeiro rombo no bolso. Conforme denunciado nesta semana, através de uma matéria publicada pelo TEMPO NOVO, uma moradora da cidade, que está infectada pelo coronavírus, precisou desembolsar R$ 400 com diversos medicamentos – incluindo a Azitromicina – para se tratar da Covid-19 e também de um agravamento no seu quadro de sinusite. Ela até tentou retirar os remédios na farmácia pública, mas foi informada que não tinha estoque.

“Gastei R$ 140,00 com o exame, que deveria já está disponível para população, o que evitaria a espera para saber se tem Covid-19 e ter o tratamento devido evitando assim tantas mortes. Além disso, tive que comprar os medicamentos que me custaram quase R$400,00 reais, pois além do coronavírus também estou com uma sinusite e nenhum dos medicamentos tinha no posto de saúde de Barcelona”, relatou a moradora que pediu para não ser identificada.

Segundo a moradora, que foi atendida na Unidade Básica de Saúde do seu bairro, os principais medicamentos que faltam nas farmácias da Serra são: Azitromicina (muito usado no tratamento de Covid-19) e Ivermectina. Além desses também não há anticoncepcional, remédios para pressão, insulina e muito outros. “Fiquei pensando o que aconteceria se eu não tivesse dado um jeito em comprar os medicamentos? Como seria? Bom a resposta todos sabem né?”, indagou a popular. Ela também conta que foi até a Unidade de Pronto Atendimento, em Castelândia. Por lá, constatou até falta de copos descartáveis para que os pacientes pudessem utilizar os bebedouros.

Uma moradora de Jacaraípe – que não se identificou com medo de represálias já que possui parentes que trabalham na administração municipal – também disse que também não teve acesso a Azitromicina.

“Quando eu fui (na farmácia), há 25 dias, ainda tinha antialérgico e o corticoide, mas tive que comprar a Azitromicina. Não gastei muito, mas se fosse o caso de comprar os outros medicamentos, ficaria caro para mim, pois sou assalariada.”

A paciente foi diagnosticada com suspeita de coronavírus, mas também não pode fazer o teste de Covid-19. “Não fizeram o teste, passaram as medicações e me mandaram ir para casa. Nem me pediram para ficar isolada, fiz o isolamento por minha conta, pois minha mãe possui comorbidades”, reclamou.

Prefeitura diz que abastecimento da Serra está em 96,86%

Por meio de nota a Prefeitura da Serra diss que a cidade possui um abastecimento de 96,86%, o que seria superior ao preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 80%.

Afirmou ainda que não há falta de Anticoncepcional e Insulina na rede municipal e disse que a compra desses medicamentos é de responsabilidade do Ministério da Saúde. “Medicamentos de pressão também estão disponíveis. Invermectina não faz parte da lista de medicamentos padronizados na Serra, mas há substitutos disponíveis”.

Sobre o Azitromicina, a Prefeitura disse que já comprou, mas, devido à grande procura, o fornecedor ainda não realizou a entrega programada, no entanto, também há disponibilidade de outros antibióticos na rede.

Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há mais de quatro anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

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