Pandemia perde força na Serra, mas deixa rastro de mortes: 1 a cada 375 serranos perdeu a vida

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O município, também é o terceiro com maior número de casos da enfermidade, 19.283 e 537 óbitos. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Desde o início da pandemia, foram 1.404 mortes na Serra. Foto: Arquivo TN/Fábio Barcelos

Depois de praticamente um ano e meio desde os primeiros casos de Covid-19 na Serra, os níveis de contaminação e mortes começam a se firmar em baixa. A pandemia ainda faz vítimas e os cuidados sanitários continuam sendo imprescindíveis, entretanto, os dados estão aí: só para se ter uma idéia, em todo o mês de junho, 77 moradores da Serra perderam a vida em decorrência da Covid-19. Apesar de expressivo, esse número equivale a somatória de mortes apenas dos últimos 5 dias de abril, mês mais mortífero desde o inicio da pandemia.

Essa queda no ritmo da tragédia pandêmica é paralela ao avanço da campanha de vacinação no município. Já foram aplicadas 260 mil vacinas entre 1ª e 2ª dose (200 mil e 60 mil respectivamente). Entre os demais municípios capixabas, a Serra é a 3ª que mais aplicou doses quando analisados números totais.

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No entanto, se as perspectivas indicam um futuro promissor que se encaminham para a superação da pandemia, o passado deixou marcas profundas na cidade, das quais vão demorar muito para cicatrizar. A mais lamentável, foi a onda de vítimas fatais, que marcou 1.404 óbitos (até dia 11 de julho/2021).

Isso significa, que 1 morador da Serra morreu a cada grupo de 375 pessoas. Entre as 4 maiores cidade do ES, a Serra ainda é a que registra números percentuais ‘menos piores’. De acordo com dados colhidos do Painel Covid-19 do Governo do Estado, em Vila Velha, 1 morador morreu a cada 312;

Na capital, o percentual de mortes tem sido um pouco pior, já que registrou 1 óbito a cada grupo de 304 moradores. Mas nenhum supera Cariacica, da qual 1 morador perdeu a vida em um grupo bem menor, de 288 pessoas.

Para título de comparação, no Brasil, segundo dados do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) foram registrados 533 mil mortes – até 11 de julho, dia que este artigo foi publicado. Isso significa que 1 brasileiro perdeu a vida a cada grupo de 400.

Voltando para a Serra, os bairros que mais registraram mortes em números totais foram: Feu Rosa (61), Bairro das Laranjeiras (60), Barcelona (50), Cidade Continental (49) e Nova Carapina I (40). Em um ano e meio de pandemia, 66 mil casos foram confirmados na Serra, o que equivale a 1 em cada 8 serranos.

Em relação a bairros, apesar de ser o 15º bairro em números de óbitos, Colina de Laranjeiras é o local onde há mais casos de contaminados, um total de 2.825 moradores que testaram positivo para Covid-19.

Foto de Yuri Scardini

Yuri Scardini

Yuri Scardini é diretor de jornalismo do Jornal Tempo Novo e colunista do portal. À frente da coluna Mestre Álvaro, aborda temas relevantes para quem vive na Serra, com análises aprofundadas sobre política, economia e outros assuntos que impactam diretamente a vida da população local. Seu trabalho se destaca pela leitura crítica dos fatos e pelo uso de dados para embasar reflexões sobre o município e o Espírito Santo.

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