O que levou à suspensão da vacina da dengue e quais cuidados tomar se você foi vacinado

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Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O Ministério da Saúde (MS) anunciou a suspensão da vacina contra a dengue, que é desenvolvida pelo Instituto Butantan-DV. A medida foi adotada para que sejam investigados 42 casos de reações adversas severas ao imunizante, incluindo duas mortes suspeitas, ainda sob análise.

Segundo informações do portal do MS, entre os sinais de alerta, estão dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos. Dentre os 42 casos registrados, três foram classificados como graves, incluindo os dois óbitos. O órgão informou ainda que são eventos raros que correspondem a 0,008% de um total de 500 mil doses aplicadas até 30 de maio – e ainda não há resultado conclusivo sobre a correlação deles com a vacina. 

De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, trata-se de uma ação de precaução. Isso vai permitir que o Ministério da Saúde, a Anvisa e o Instituto Butantan aprofundem a investigação dos casos, em especial dos óbitos registrados, para os quais ainda não há informações suficientes que permitam estabelecer uma relação de causalidade com a vacina. 

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A estratégia de vacinação com o imunizante do Butantan estava voltada a profissionais de saúde da Atenção Primária à Saúde e, de forma ampliada, para o público de 15 a 49 anos, de três cidades – Botucatu/SP, Maranguape/CE e Nova Lima/MG – e da região de Araguaína em Tocantins. A ação teve início em janeiro deste ano. 

Quem já se vacinou:

Para quem já recebeu a vacina, a orientação é observar o estado de saúde por 21 dias após a aplicação. Em caso de sintomas como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, sonolência excessiva, sinais de desidratação ou piora do estado geral, deve-se procurar atendimento médico imediatamente. 

A partir de agora, as equipes de saúde irão reforçar a vigilância de pacientes vacinados que apresentem sintomas de dengue, com atenção especial para o reconhecimento de sinais de alarme e de gravidade. Também deverão intensificar a notificação de casos, acionar a vigilância local e garantir o encaminhamento imediato para atendimento clínico quando necessário. 

Foto de Mari Nascimento

Mari Nascimento

Mari Nascimento é repórter do Tempo Novo há 24 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal, principalmente para a de Política.

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