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quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Nascente de lagoa vira lixão em Hélio Ferraz

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Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há mais de quatro anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

 

degradação: além do lixo os ‘sujões’ também botam fogo com frequência num local que por lei é Área de Preservação Permanente
Degradação: além do lixo os ‘sujões’ também botam fogo com frequência num local que por lei é Área de Preservação Permanente. Foto: Renato Ribeiro 

Por Renato Ribeiro

Um dos maiores problemas ambientais do município na atualidade tem atormentado os moradores do bairro Hélio Ferraz. É que um uma Área de Preservação Permanente (APP) na nascente da lagoa Pau Brasil, formadora do córrego que cai na praia de Camburi, tem servido de lixão para carroceiros e desova de veículos roubados. Até mesmo um assassinato já ocorreu no local, que é frequentado também por usuários de drogas.

Moradores de um condomínio vizinho dizem que o ponto viciado de descarte de lixo é antigo. Mas a situação piorou após a retirada de um portão da Cesan que restringia o acesso à área. O portão foi instalado na época em que a concessionária implantou rede de esgoto no local, prometendo despoluir a bacia da lagoa Pau Brasil, o que até hoje não aconteceu.

Segundo relatos, após a abertura do portão, carroceiros, caminhões de empresas e alguns moradores da região passaram a jogar lixo e entulho.

“Desde que retiraram o portão, a situação ficou crítica. Para piorar, quando a prefeitura faz a limpeza, acaba desmatando o que resta das árvores nativas do local com as pás carregadeiras. Isso só aumenta a área do ponto viciado”, disse a moradora Aline Alvarenga.

Ela relata que animais silvestres desapareceram ou passaram a se refugiar nas residências. “Uma área com essa vocação natural, com a presença inclusive de nascentes, deveria ser preservada”, completou. E ainda tem o perigo da reprodução do mosquito aedes aegypt, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

“Não é só problema ambiental, mas de saúde pública que o município trata com descaso. Uma vizinha nossa foi diagnosticada com zika vírus. Não adianta ações paliativas. É preciso que a prefeitura resolva em definitivo”, pede o morador Fábio Luiz de Oliveira.

A Prefeitura da Serra, através da assessoria de imprensa, informou que no último sábado (23) foi realizada a limpeza do ponto viciado e não descarta recolocar o portão no local. Os moradores também podem denunciar os sujões nos tels (27) 99951-2321 e 0800 2839780.

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