Mulher escapa da morte após ataque violento na Serra; homem é preso

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Higor Nunes Teixeira, de 22 anos, é o principal suspeito da tentativa de latrocínio contra uma mulher na Serra. Crédito: Divulgação.

A Polícia Civil do Espírito Santo prendeu um homem, identificado como Higor Nunes Teixeira, de 22 anos, apontado como autor de uma tentativa de latrocínio contra uma mulher de 33 anos. A vítima saía da empresa onde trabalhava, na Serra, quando foi atacada por um grupo armado. O crime, ocorrido no dia 10 de outubro de 2025, é considerado grave e envolveu disparos de arma de fogo contra o veículo da vítima, perseguição e rendição, em uma ação marcada por extrema violência e desprezo pela vida.

Segundo o delegado Gabriel Monteiro, chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), a vítima foi surpreendida na altura da Rodovia do Contorno, na Serra, por quatro criminosos, que estavam em um Gol preto. O grupo fechou o carro da mulher, um Toyota Corolla Cross, e tentou roubar o veículo ainda no local. Assustada, a vítima tentou fugir, momento em que os criminosos efetuaram diversos disparos, atingindo o vidro traseiro e o pneu do automóvel.

Com o veículo danificado, a mulher perdeu o controle da direção e colidiu no acostamento. Mesmo assim, os criminosos continuaram a ação, renderam a vítima sob ameaça armada e exigiram seu celular. Em seguida, tentaram novamente levar o carro, chegando a colocar a vítima dentro do veículo para tentar fugir, o que não foi possível devido ao pneu furado.

Durante a ação, uma testemunha se aproximou sem entender o que estava acontecendo e também foi ameaçada com arma de fogo, sendo obrigada a deixar o local. Os criminosos fugiram levando apenas o celular da vítima.

Investigação, identificação e prisão

As investigações do Deic avançaram com o uso de imagens de videomonitoramento e ferramentas de inteligência, o que permitiu identificar o veículo utilizado no crime. A apuração revelou que o carro não estava registrado em nome do suspeito, levando os investigadores a rastrear a cadeia de venda até chegar à esposa do criminoso.

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Com o sinal do celular roubado indicando a região onde o suspeito residia, a polícia reuniu provas consistentes. Vítima e testemunha reconheceram o autor sem qualquer dúvida ao serem apresentadas imagens do investigado. Com isso, foi solicitado e expedido mandado de prisão pelo Judiciário, com parecer favorável do Ministério Público.

O suspeito não foi localizado inicialmente em sua residência, mas acabou preso após a polícia descobrir que ele circulava em outro veículo roubado, com sinais de adulteração. A prisão foi realizada em flagrante pelos crimes de receptação e adulteração de veículo, além do cumprimento do mandado de prisão pela tentativa de latrocínio.

Confissão e perfil do criminoso

Na delegacia, Igor confessou o crime, embora tenha se recusado a identificar os comparsas. Segundo o delegado, ele afirmou estar tomado por ódio, dizendo que “queria matar ou morrer”. A Polícia Civil destacou que o suspeito possui diversas passagens criminais, principalmente por roubo e tráfico de drogas, e que foi ele quem efetuou os disparos, conforme relato da vítima.

“Quem atira contra um veículo assume o risco de matar. É o chamado dolo eventual. Ele não se importa com as consequências, com a vida ou com a lesão da vítima”, afirmou o delegado.

O inquérito policial foi concluído com base em confissão, reconhecimento formal, prova testemunhal e elementos técnicos. O celular roubado foi apreendido e passará por perícia, com autorização judicial, para tentar identificar os outros três envolvidos no crime.

Crime prioritário para a Polícia Civil

O delegado reforçou que latrocínio, consumado ou tentado, é prioridade absoluta para o Deic. Segundo ele, os números mostram o impacto desse trabalho: no ano passado, foram registrados quatro latrocínios consumados no Estado. Neste ano, houve apenas um caso, já com autor preso, no município de Guarapari.

“É um crime em que o criminoso visa apenas o patrimônio e não liga para a vida. Não se importa se a vítima é pai, mãe, trabalhador. A sociedade não pode pagar com a vida por causa de um celular”, destacou.

A Polícia Civil pede que qualquer informação que possa ajudar na identificação dos outros envolvidos seja repassada de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181.

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Foto de Mari Nascimento

Mari Nascimento

Mari Nascimento é repórter do Tempo Novo há 24 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal, principalmente para a de Política.

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