Um movimento que pretendia destituir a atual composição da Mesa Diretora da Câmara da Serra e convocar eleições suplementares para um mandato tampão foi inviabilizado durante a sessão desta segunda-feira (9). Isso porque o Requerimento 07/2026, assinado por nove parlamentares, foi rejeitado pelo Plenário. Atualmente, o Legislativo municipal está sob o comando do vereador William Miranda (União).
O requerimento com o texto que solicitava a “representação para destituição de membros da Mesa Diretora e convocação de eleições suplementares” foi assinado por Antônio Carlos Aprijo (Republicanos), Henrique Lima e Jeffinho do Balneário (Podemos), Leandro Ferraço (PSDB), Marcelo Leal (MDB), Professor Rurdiney (PSB), Rodrigo Caldeira (Republicanos), Tiago Peixoto (PSOL) e Wiliam da Elétrica (PDT).
A votação aconteceu rapidamente, após um intervalo de cinco minutos na sessão e sem debate sobre a matéria. Seriam necessários dois terços de votos para que o requerimento fosse aprovado, 15 votos, mas o documento recebeu nove votos favoráveis, sendo que dois dos vereadores que assinaram o documento recuaram e votaram contra sua aprovação: Henrique Lima e Jeffinho do Balneário (ambos Podemos).
Após a rejeição da proposta, alguns vereadores iniciaram as justificativas de seus votos. Entre os que defenderam a proposta, fizeram uso da palavra os vereadores Thiago Peixoto, Antônio Carlos Aprijo, Rodrigo Caldeira, Wiliiam da Elétrica, Agente Dias e Marcelo Leal. Outros vereadores defenderam seus votos contrários.
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O movimento de mudanças na composição da atual Mesa Diretora vem ganhando força nas últimas semanas, e o nome de Caldeira despontava como um dos favoritos para disputar a Presidência da Casa. A pressão pela troca dos membros da Mesa Diretora acontece depois que a Justiça decidiu pelo afastamento de quatro parlamentares da Câmara Municipal da Serra, em setembro de 2025. A medida atingiu o presidente da Casa, Saulinho da Academia (PDT), e os vereadores Teilton Valim (PDT), Cleber Serrinha (MDB) e Wellington Alemão (Rede), todos denunciados por corrupção passiva em um suposto esquema de vantagens ilícitas.