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sábado, 05 de dezembro de 2020

Metalúrgicos capixabas decretam greve e protestam na portaria da Vale em Carapina

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Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há mais de quatro anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Protesto que ocorre na manhã desta segunda-feira, em frente a Vale, em Carapina. Foto: Divulgação

Em uma manifestação realizada em Carapina, na manhã desta segunda-feira (26), metalúrgicos capixabas decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. O motivo da paralisação é um pedido de reajuste, que foi feito pelo Sindicato dos Metalúrgicos do Espírito Santo (Sindimetal ES) e negado pelo Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e de Material Elétrico do ES (Sindifer).

Conforme apurado pelo TEMPO NOVO, os metalúrgicos realizam uma manifestação na manhã desta segunda-feira, na portaria da Vale – uma das principais empresas que será afetada pela paralisação – em Carapina. O ato pacífico foi decisivo para o anúncio oficial da greve. Vale lembrar, que o edital da paralisação já havia sido aprovado em assembleia na semana passada.

Segundo o Sindimetal, a decisão se deu após o Sindifer negar o pleito dos trabalhadores e apresentar uma proposta “que, além de não conter avanços, com apenas 1% de reajuste salarial, retira 13 cláusulas da atual Convenção Coletiva de Trabalho da categoria”.

É importante lembrar que as empresas afetadas pela paralisação são a Vale, Arcelor, Jurong e Samarco.

Por meio de nota, o sindicato dos metalúrgicos ainda acusa a bancada patronal de “usar a pandemia” para justificar medidas que já vêm sendo tomadas há anos.

“É importante ressaltar que a bancada patronal está usando a pandemia de Covid-19 para justificar o que eles já vêm tentando fazer há muitos anos, mesmo antes de qualquer sinal do novo coronavírus, que é retirar direitos, enfraquecer os metalúrgicos e aumentar ainda mais a precarização da mão de obra. Exemplo que confirma a falácia da Covid-19 está na negociação do ano passado, quando a bancada patronal propôs a retirada de 33 cláusulas da CCT.”

Os metalúrgicos ainda afirmaram que “retirar direitos e reduzir salários trata-se de um plano arquitetado com os empresários dos outros setores, que alinhados ao governo Bolsonaro, querem levar a classe trabalhadora à total miséria e colocar o Brasil no arcabouço da desigualdade social para continuarem lucrando às custas dos empregados” .

Por meio de nota, o Sindimetal-ES informou que “não vai permitir que os trabalhadores sejam ainda mais penalizados pela ganância da classe empresarial”.

“Já basta todos os prejuízos que o governo autoritário de Bolsonaro tem causado ao povo brasileiro. Iremos lutar, como sempre, para defender nossos trabalhadores e garantir que eles tenham melhores salários, mais direitos e mais qualidade de vida”, afirma o texto da nota.

Manifestação em Carapina 

Segundo funcionários terceirizados da Vale, que participam da manifestação na portaria da empresa, o ato é pacífico e ainda não há bloqueio para entrada ou saída. Ainda segundo eles, a Norte Sul não foi afetada, já que não houve nenhuma manifestação na via.

Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há mais de quatro anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

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