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domingo, 16 de fevereiro de 2020

Laudo sobre contaminação química em rio que abastece a Serra sai nesta quarta (22)

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Bruno Lyrahttps://www.portaltemponovo.com.br
Repórter do Tempo Novo há mais de 10 anos, Bruno Lyra escreve para diversas editorias do portal, principalmente Economia e Meio Ambiente, das quais é o responsável.

Mesmo com a correnteza e fluxo d’água maiores em função da estação chuvosa, as águas do São Luiz permaneceram roxas por horas no último dia 08. Foto: Divulgação/Edson Peixoto

Está prometido para esta quarta-feira (22) o resultado do laudo da contaminação química que atingiu o rio São Luiz, afluente do rio Santa Maria da Vitória, manancial que abastece parte da Serra e cidades vizinhas na Grande Vitória. O laudo foi encomendado pela Prefeitura de Santa Maria de Jetibá após coletar amostras no último dia oito de janeiro, quando as águas do São Luiz – que corta a sede daquele município – ficaram roxas em função da contaminação.

Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura de Santa Maria de Jetibá, o laudo deve apontar a composição química do produto que foi lançado. Até agora, o que se sabe é que a contaminação veio da lavagem de um tonel que numa oficina mecânica local.

A prefeitura de Santa Maria disse que fiscais ambientais flagraram a presença do invólucro e também da cor roxa no chão do estabelecimento. Afirmou ainda que o tonel teria sido doado ao proprietário da oficina por uma fábrica de caixas de ovos e que a substância seria um corante usado para tingir essas caixas. O agronegócio ligado à avicultura de postura é a principal atividade econômica do município.

Ainda segundo a Prefeitura tanto a oficina quanto a fábrica de caixas de ovos foram responsabilizados. No entanto o nome delas nem o tipo de punição imposta foram divulgados até agora. Na ocasião da contaminação o rio São Luiz ficou pelo menos 6 horas com as águas roxas. E a Prefeitura de Santa Maria de Jetibá ainda não explicou como a lavagem de um único tonel seria suficiente para deixar por tantas horas um rio com águas roxas.

Menos de um quilômetro após sair da sede de Santa Maria de Jetibá, onde também sofre lançamento de esgoto doméstico, o São Luiz cai no rio Santa Maria. Este desce as montanhas e cerca de 70 km abaixo, tem suas águas captadas no distrito de São José do Queimado para abastecer 350 mil pessoas na Serra (exceto regiões da Serra Sede e Civit I, hoje atendidas pelo rio Reis Magos), zona norte de Vitória e ainda parte de Cariacica.

A Cesan não respondeu se a contaminação do São Luiz interferiu no abastecimento da Serra e Grande Vitória. Nos dias subsquentes a conataminação em Santa Maria de Jetibá, a água fornecida pela Cesan continuou chegando às torneiras dos moradores da região metropolitana.

A Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), através de sua assessoria de imprensa, informou que está em contato com a Prefeitura Municipal de Santa Maria de Jetibá e com o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) para ter acesso às informações sobre o material coletado e encaminhado para análise.

Água ruim na região da Sede e Rio de Janeiro

Por si só o caso já chamaria atenção. Porém ganha mais visibilidade porque ocorre na mesma época em que pelo menos um milhão de cariocas estão sendo prejudicados com envio de água ruim pela companhia de abastecimento do Rio de Janeiro, a Cedae.

E na Serra recentemente também houve problema com água de abastecimento da Cesan. O líquido enviado do sistema Reis Magos para a região da Serra Sede foi motivo de denúncias – incluindo relatos de problemas de saúde – em mais de uma ocasião, por conta de gosto de sal, cheiro e cor estranhos. Em documento enviado aos deputados estaduais que investigaram as denúncias, a Cesan admitiu que forneceu aos moradores da Serra Sede o líquido salgado, mas afirmou que não faz mal à saúde.

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