Lama, febre amarela e pedreiras aumentam risco de extinções no ES  

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Situação da foz do rio Doce e do mar no final de 2015. Foto: Marcelo Lourenço/ Arquivo Pessoal

Lama da Samarco (Vale + BHP), febre amarela, expansão urbana e extração de rochas ornamentais. Essas são situações que devem aumentar a lista de animais e plantas ameaçados de extinção ou mesmo extintos do território capixaba. A afirmação é do pesquisador do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), Claúdio Nicoletti de Fraga, que está coordenando o projeto de atualização das espécies ameaçadas de extinção no Estado.

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O estudo está sendo realizado pelo INMA com recursos de R$ 460 mil repassados pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema) através do Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) . E deve gerar a lista até o fim do ano.

“É uma reavaliação da lista feita em 2005. Será feito levantamento das coleções do Museu Melo Leitão (em Santa Teresa, onde está o INMA), que tem acervo de 120 mil exemplares na coleção zoológica e 52 mil na botânica. E os acervos do Jardim Botânico do Rio de Janeiro e da USP. Serão feitas incursões de campo em áreas com impacto ambiental, o cruzamento das informações vai gerar a lista”, explica.

Segundo Cláudio, os recentes eventos da febre amarela nos macacos e a lama da Samarco são ruins, mas ele considera a expansão urbana e a extração de rochas ornamentais mais graves por serem progressivos e permanentes.

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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