A Justiça do Espírito Santo condenou Leonardo Julio Lopes e Ruan Christyan Cardoso dos Santos pela morte do instrumentador cirúrgico Luciano Martins, de 46 anos. O crime aconteceu em junho de 2024, no município da Serra, e foi classificado como latrocínio (roubo seguido de morte), além de ocultação de cadáver. As penas definidas pela Justiça foram de 28 anos de prisão para Leonardo e 23 anos e 4 meses para Ruan, ambas em regime fechado.
De acordo com os autos, o crime teve início dentro da residência da vítima, onde Luciano foi surpreendido, imobilizado e submetido a agressões intensas. Após o roubo de pertences como veículo, celular e objetos pessoais, ele foi assassinado e teve o corpo descartado em uma área de lixo no bairro Civit I. A decisão judicial destacou ainda a crueldade do crime, com múltiplos golpes e disparos de arma de fogo, além da tentativa de dificultar as investigações por meio da ocultação do cadáver.
No decorrer das investigações foi revelado também que os condenados utilizaram o carro da vítima após o crime, tanto para transportar o corpo quanto para circular pela cidade. Em um dos episódios mencionados no processo, eles chegaram a ir a uma festa com o veículo, sendo incendiado posteriormente em uma tentativa de eliminar vestígios.
Durante o julgamento, as defesas apresentaram versões distintas. Enquanto a defesa de Ruan sustentou que ele teria participado apenas do roubo, sem envolvimento direto na morte ou na ocultação do corpo, os advogados de Leonardo argumentaram ausência de provas que o ligassem diretamente ao homicídio.
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No entanto, a Justiça não acolheu as teses de defesa, decindo que houve uma sequência contínua de condutas, desde a abordagem inicial até a ocultação do corpo, o que comprova a atuação conjunta. Para a juíza, não há como separar as responsabilidades, uma vez que ambos participaram de todas as fases do crime.
Desaparecimento e descoberta do corpo

Conforme noticiado pelo Tempo Novo à época, o desaparecimento foi percebido por uma sobrinha da vítima, que morava com ele. Ao acordar, ela encontrou a casa revirada, percebeu a ausência de alguns pertences e estranhou o sumiço do tio.
Com a ajuda de amigos, o desaparecimento foi registrado na Delegacia Regional da Serra. O grupo também conseguiu rastrear a última localização do celular de Luciano por meio do e-mail vinculado ao aparelho e identificou movimentações em suas contas bancárias, o que reforçou a suspeita de que ele havia sido vítima de um crime.
O corpo foi encontrado no dia 23 de junho de 2024, em um lixão no bairro Civit I. A vítima estava com braços e pernas amarrados, apresentava sinais de esfaqueamento e tinha o rosto coberto por uma toalha, com marcas de disparos de arma de fogo.