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Invasão de escorpiões em bairro da Serra preocupa moradores

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Ana Paula Bonellihttps://www.portaltemponovo.com.br
Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há 25 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

A moradora relatou que está acontecendo uma verdadeira explosão de escorpiões no condomínio. Foto: Divulgação

Moradores de Morada de Laranjeiras estão preocupados com a invasão de escorpiões que está acontecendo em alguns condomínios do bairro. Nesta época do ano em que as temperaturas estão elevadas, animais peçonhentos costumam aparecer com mais frequência em áreas urbanas. Quem mora próximo a remanescentes florestais, terrenos baldios com lixo e madeira, além de locais com muito mato, deve ter atenção redobrada.

O condomínio Carapina B1 que fica na rua Minas Gerais é o que mais tem sofrido com a invasão destes animais. De acordo com uma moradora, que pediu para não ser identificada por medo de represálias da administração do condomínio, o problema acontece há pelo menos três anos e já foram retirados escorpiões, inclusive de dentro dos apartamentos de andares mais altos. “Eu me mudei pra lá em janeiro de 2019 e já se ouvia relatos. Porém, o problema aumentou de forma assustadora. Esta semana apareceu no quarto andar, uma das últimas torres. Até onde sei, um homem foi picado no Carapina B3, condomínio que fica ao lado do meu. Temos muitos idosos e crianças e estamos muito preocupados. Foram feitas alguma dedetizações,  mas não resolveu o problema”.

De acordo com o biólogo Cláudio Santiago, o escorpião que tem aparecido na região é da espécie Tityus serrulatus, conhecido como Escorpião amarelo. É típico do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil; é a principal espécie que causa acidentes graves, com registro de óbitos, principalmente em crianças. “Relata-se que o primeiro caso de acidente por escorpião Tityus serrulatus ocorreu em março de 2001, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Um paciente masculino de 21 anos, que foi picado ao manipular produtos hortifrutigranjeiros provenientes de outros estados do Brasil”.

Santiago disse que o calor tem influência neste processo. “Este tipo de animal tem mais atividade no período quente. O verão também é época de chuva, temos um clima abafado e úmido, principalmente no litoral. A relação presa predador ajuda nisso. A proliferação de vários insetos também acontece nesta época do ano, mosquito, barata, cupim, tanajura, que são presas em potencial destes animais. Escorpião é um predador importante de baratas. Eles têm mais alimentos à disposição”, explica.

O biológo disse ainda que a maioria dos escorpiões tem um curso benigno, com letalidade em 0,58%. Mas alertou que os óbitos estão mais associados a acidentes por Tityus serrulatus, que é a espécie que está apavorando os moradores do condomínio.

“Os escorpiões tem como principais predadores galinhas, sapos, lagartos, camundongos, algumas aranhas, corujas, e outras aves de hábitos noturnos. Alimenta-se de baratas, aranhas, pequenos mamíferos e aves também, podendo ocorrer inclusive canibalismo. Sobrevive sem alimentação por um tempo prolongado”.

Cláudio disse ainda que o tratamento para picada de escorpião é específico com anti-escorpiônico ou anti-aracnídico distribuído pelo Núcleo de Prevenção e Atenção às Intoxicações do Centro de Atendimento Toxicológico (Toxcen) que tem estoque de soros para atender a população em casos de acidentes.

“A maturidade para a reprodução dessa espécie ocorre entre 1 e 3 anos de idade. Para reproduzir, a fêmea necessita de boas condições de alimentação e de calor. Geralmente tem em média 20 filhotes duas vezes ao ano”.

Sobre este problema, a Secretaria de Saúde da Serra informa que a equipe da Vigilância Ambiental vai ao local para realizar uma vistoria para identificar possíveis focos, recolher animais para identificar a espécie de escorpião, além de orientar à comunidade sobre o controle da população desses animais, tendo como base as medidas de proteção individual e manejo ambiental. Em regra, ainda de acordo com a Saúde da Serra, não se utiliza produtos químicos no local, como forma de controle. Não há evidência de sua efetividade. Os munícipes devem acionar o serviço de zoonoses e, em caso de acidentes, imediatamente, o atendimento na Unidade de Saúde mais próxima. O telefone do serviço de zoonoses é o 3281-3673.

Serviço:

Centro de Controle de Zoonozes da Serra

Telefone: 27 3281-3673

Centro de Atendimento Toxicológico (Toxcen)

Telefone: 0800 283 99 04 (atendimento 24 horas)

 

Ana Paula Bonellihttps://www.portaltemponovo.com.br
Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há 25 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

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