Infarto não espera: atendimento rápido e estrutura completa podem salvar vidas

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No contexto do infarto, existe um conceito amplamente difundido na cardiologia: “tempo é músculo”. Crédito: Divulgação

As doenças cardiovasculares seguem entre as principais causas de morte no Brasil e no mundo — e, quando se trata de infarto, o tempo é um fator decisivo para a sobrevivência e recuperação do paciente. Especialistas alertam que reconhecer os sinais e buscar atendimento imediato em um hospital com estrutura completa pode fazer toda a diferença no desfecho clínico. Isso porque, em casos de infarto, cada minuto conta.

O infarto pode se manifestar de diferentes formas, mas alguns sintomas são clássicos e precisam ser reconhecidos rapidamente pela população.

Segundo a cardiologista do Meridional Serra, Fernanda Bento, o principal sinal é a dor no peito, geralmente no centro ou do lado esquerdo, podendo irradiar para outras partes do corpo. “A dor pode se apresentar como aperto, queimação, pressão ou desconforto, e pode irradiar para o braço esquerdo, pescoço, mandíbula ou costas. Além disso, o paciente pode apresentar falta de ar, sudorese fria, náuseas e tontura”, explica.

Tempo é músculo: por que agir rápido salva vidas?

No contexto do infarto, existe um conceito amplamente difundido na cardiologia: “tempo é músculo”. Isso significa que quanto maior a demora no atendimento, maior é o dano ao coração.

“Cada minuto sem tratamento adequado pode significar perda irreversível de células do músculo cardíaco. Quanto mais rápido o atendimento, maiores são as chances de salvar o coração e evitar complicações graves”, destaca a médica. Entre as possíveis complicações estão insuficiência cardíaca, arritmias e até parada cardíaca.

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Estrutura completa faz diferença no atendimento

Outro fator determinante é o local onde o paciente busca ajuda. Unidades com estrutura completa conseguem oferecer diagnóstico rápido e tratamento imediato, reduzindo riscos. No Hospital Meridional Serra, por exemplo, o atendimento em cardiologia é estruturado para acompanhar o paciente em todas as etapas do cuidado.

“Dispomos de protocolo estruturado para dor torácica, equipe especializada, laboratório de hemodinâmica para realização de cateterismo e angioplastia de urgência, além de suporte para cirurgia cardíaca e UTI cardiológica com assistência 24 horas”, afirma Fernanda.

Do pronto-socorro à alta: como funciona o fluxo de atendimento

Desde a chegada ao hospital, o atendimento segue um fluxo ágil e integrado, fundamental para casos de urgência.

Pacientes com dor torácica são rapidamente identificados na triagem e passam por eletrocardiograma imediato. Em seguida, o médico inicia a avaliação clínica e solicita exames complementares.

Nos casos confirmados de infarto, o paciente é encaminhado rapidamente para o laboratório de hemodinâmica, onde podem ser realizados procedimentos como cateterismo cardíaco e angioplastia. Após essa fase, o cuidado continua.

“O paciente segue para a UTI cardiológica e, posteriormente, para a unidade de internação, onde permanece em acompanhamento diário pela equipe de cardiologia até a alta hospitalar”, explica a especialista.

Após o infarto: acompanhamento é essencial

O cuidado com o paciente não termina após a alta. O acompanhamento contínuo é fundamental para evitar novos eventos e garantir qualidade de vida.

“Após o infarto, o paciente pode apresentar complicações como insuficiência cardíaca, arritmias ou recorrência de angina. O acompanhamento com cardiologista é essencial para ajustar o tratamento, prevenir novos eventos e aumentar a expectativa de vida”, reforça Fernanda ao TN.

Diante de qualquer suspeita de infarto, a recomendação é clara: procurar imediatamente um hospital com estrutura adequada.

O acesso rápido a diagnóstico, tratamento e acompanhamento especializado aumenta significativamente as chances de recuperação e reduz o risco de complicações — reforçando que, em cardiologia, agir rápido pode ser a diferença entre a vida e a morte.

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