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Indústria capixaba tem o pior desempenho entre os 15 estados mais ricos

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Junto com a extração mineral, o setor metalúrgico foi responsável por puxar para baixo o desempenho da indústria do ES, com impactos diretos sobre a economia da Serra, mais industrializada cidade capixaba. Foto: Arquivo/Edson Reis/ 17 – 07 – 2015

O Espírito Santo teve o pior desempenho anual entre os 16 estados avaliados pela Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física – divulgada no último dia 08 pelo IBGE. Entre agosto de 2019 e agosto de 2020, a produção da indústria capixaba recuou 19,5%. No período avaliado, apenas Goiás teve alta, que foi de 2,8%.

Fortemente impactada pela pandemia da covid-19, a indústria dos outros estados avaliados já dá sinais de recuperação, no entanto. Em agosto de 2020, 12 deles já tiveram alta em relação a julho. O Espírito Santo com queda de 2,7 % e Pernambuco com declínio de 3,9% na variação mensal foram exceções.

Além do ES e de Pernambuco, a pesquisa abrange os demais estados que compõe o time dos mais ricos e industrializados do país: No Sudeste, Rio , São Paulo e Minas. No Nordeste, Ceará e Bahia. No Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. E no Centro – Oeste, Mato Grosso e Goiás.

Metalurgia e extração mineral puxam queda

Um dos pilares da economia capixaba pois abrange gigantes como a ArcelorMittal Tubarão – maior indústria instalada na Serra – o setor de metalurgia é um dos que puxou o desempenho da produção do ES para baixo. Em 12 meses, o acumulado da queda no setor chegou a 10,5%, segundo dados do IBGE. Considerando o período apenas de janeiro a agosto, o desempenho da metalurgia também permaneceu negativo em 21%.

No caso específico da ArcelorMittal Tubarão, além do recuo na demanda por aço no mercado mundial por conta da pandemia da covid-19, a empresa também enfrenta a política de cota para importação do produto adotada nos EUA desde o final do ano passado. E desde 2019, também teve que lidar com problemas na oferta de minério de ferro da Vale por conta das consequências do rompimento da barragem de rejeitos da mineração em Brumadinho-MG.

De lá para cá a empresa chegou a parar dois dos seus três alto fornos. Os equipamentos foram religados recentemente, mas segundo a assessoria de imprensa da siderúrgica a produção segue reduzida.

Outro setor em baixa no ES é o da indústria extrativa. A queda acumulado entre agosto de 2019 e 2020 chegou a 37,5%. Neste item, a queda da produção de petróleo e gás é uma das principais responsáveis. Tanto que o governo do ES reduziu em R$ 800 milhões a previsão de receitas com petróleo no Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2021 entregue à Assembleia Legislativa.

Variação positiva em outros setores   

Ajudaram a reduzir a queda no índice geral da produção industrial capixaba entre agosto de 2019 e 2020 os setores de celulose e papel, que teve crescimento de 45,6% no período. E também a fabricação de produtos minerais não metálicos – que incluem as indústrias de cerâmicas e rochas ornamentais, dois setores fortes na Serra.

A indústria de transformação também cresceu, 7,1%. A de alimentos, idem: 8,1%.

Pandemia   

Mas de janeiro a agosto de 2020 apenas o setor de papel e celulose teve crescimento, que foi de 10,3%. Nos demais, queda, fato que explicita o tamanho do impacto da pandemia da covid-19.

Houve recuo na produção da indústria de fabricação de alimentos (-0,6%); Fabricação de produtos minerais não metálicos (-11,1%); Indústria de Transformação (-8,9%); Indústria metalúrgica (-22,1%) e indústria extrativa (-30,1%). Os dados são do IBGE.

Redação Jornal Tempo Novohttp://WWW.portaltemponovo.com.br
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