Ibama não diz se minério derramado pelo Anglo chega ao Espírito Santo 

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Córrego atingido em Minas cai no rio Doce, que por sua vez, deságua no mar do ES. Foto: Divulgação
Córrego atingido em Minas cai no rio Doce, que por sua vez, deságua no mar do ES. Foto: Divulgação

O Ibama não diz se o novo derramamento de minério na bacia do Rio Doce chegará ao Espírito Santo. De acordo com órgão, o arraste do material lançado na última segunda (12) após o rompimento do mineroduto da empresa Anglo American num riacho em Santa Antônio do Gramma, Minas Gerais, está sendo monitorado.  

O riacho deságua no rio Casca, que também já foi afetado. O segundo cai no rio Doce. Segundo a Anglo American, 70% do conteúdo derramado era de minério de ferro e 30% de água. Foram pelo menos 300 toneladas de material. 

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O abastecimento de água na cidade Santo Antônio do Grama foi interrompido e a previsão era de que hoje seria concluída a construção de uma adutora em outro manancial, que não foi afetado, para restabelecer o fornecimento do líquido a população.  

O Ministério Público Federal (MPF), por sua vez, abriu inquérito para investigar o rompimento da tubulação. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que também investiga o caso, pediu o bloqueio imediato de R$ 10 milhões da Anglo American, além de outras medidas emergenciais para a reparação dos danos ambientais e sociais causados pelo rompimento do mineroduto.

O mineroduto foi inaugurado em 2014, para levar minério de Conceição do Mato Dentro – MG para a região de Açu, no litoral do Rio de Janeiro. O empreendimento era de Eike Batista, mas foi vendido para a Anglo American.    

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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