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sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Funcionários de terceirizada da Vale voltam a protestar contra salário baixo

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Bruno Lyrahttps://www.portaltemponovo.com.br
Repórter do Tempo Novo há mais de 10 anos, Bruno Lyra escreve para diversas editorias do portal.

Trabalhadores da Usiminas protestaram em frente à entrada da Vale em Carapina. Foto: Bruno Lyra

Funcionários da Usiminas, terceirizada da Vale, voltaram a protestar esta semana contra as condições de trabalho e os salários baixos. O manifesto aconteceu em frente à entrada do Complexo de Tubarão na Serra. Queimando pneus na rodovia Norte-Sul na altura do terminal de Carapina, na manhã desta quinta-feira (04), os trabalhadores fizeram paralisações intermitentes no fluxo de veículos, o que deixou lento o trânsito na via para quem vinha no sentido Vitória – Serra.

Representante dos funcionários da Usiminas, Juliano Brandão Ferreira explicou a razão dos protestos que já tinham acontecido no dia 11 de março, quando os operários conseguiram que a empresa fornecesse café da manhã e revertesse a demissão de trabalhadores locais para contratar gente de fora do Espírito Santo.

“Conseguimos essas duas situações, mas a insatisfação continua, porque a Usiminas está montando novos equipamentos para a Vale. O contrato, porém, é para manutenção e reparo.Aí o sindicato que está atendendo a gente é de manutenção e reparo; então, nossos salários caem mais de 50%. É absurdo, já que estamos fazendo obra aí dentro [de Tubarão] e nem plano de saúde temos”, detalha Juliano.

Outra insatisfação é com a contratação de mão de obra de outros estados, em vez de priorizar trabalhador local, pontua Juliano. “Tem uma lei da Serra que obriga a contratação de 70% de mão de obra local. Aí a Usiminas traz funcionários de fora, aluga a casa e fazem esses trabalhadores apresentarem comprovante de residência daqui para burlar a lei”, afirma.

O funcionário disse, ainda, que a empresa foi avisada da insatisfação e da intenção do protesto, iniciado na última terça-feira (02). “Em vez de tentar negociar, a empresa colocou espião para delatar trabalhadores. Pelo que estou sabendo, 18 dos 180 funcionários da Usiminas aqui em Tubarão já foram demitidos. Mas falaram que terá mais demissões. Registramos ocorrência no Ministério Público. Trabalhadores já não estão podendo voltar para a área da empresa e alguns estão com objetos pessoais retidos nos armários. Funcionários que são de Minas estão com medo de a empresa retaliá-los e também suas famílias lá. Vivemos em um clima de ameaça”, relata.

Juliano disse que o principal objetivo dos protestos é fazer com que a Usiminas deixe o contrato e que os trabalhadores sejam contratos por outra empresa para atuar em Tubarão. “E que essa nova empresa pague salários e dê as condições adequadas conforme o serviço feito”, resume.

O funcionário explicou que a obra feita pela Usiminas é nas usinas de pelotização da Vale de I a IV. Disse também acreditar que se trata das melhorias ambientais para a redução da emissão de pó preto até 2023 que foram anunciadas pela mineradora no ano passado.

Usiminas afirma que cumpre legislação

A Usiminas se posicionou sobre o protesto e as reclamações dos funcionários. Por meio de nota enviada ao Tempo Novo, disse que está em permanente diálogo com todos os trabalhadores envolvidos em obra da empresa no Complexo de Tubarão.

“A empresa ressalta que cumpriu integralmente todas as ações estabelecidas em negociação com o Ministério Público do Trabalho (MPT) após movimento anterior realizado em março. A Usiminas Mecânica esclarece ainda que fornece desjejum e prioriza a contratação de mão de obra local. Informa também que a vontade dos colaboradores é escolher sua representação sindical a despeito da atividade preponderante da empresa, o que é vedado pela legislação”.

Bruno Lyrahttps://www.portaltemponovo.com.br
Repórter do Tempo Novo há mais de 10 anos, Bruno Lyra escreve para diversas editorias do portal.

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