Fotógrafo registra diversidade da vida selvagem e flora no Mestre Álvaro

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O Mestre Álvaro possui em seu total, 833 metros de altitude e uma área de aproximadamente 2.389 hectares a APA: na foto a Marreca Ananai. Crédito: Hilton Monteiro

No último domingo, o fotógrafo Hilton Monteiro Cristovão, membro do clube Avis Vigilanti de fotógrafos da vida selvagem, teve a oportunidade de explorar a riqueza da vida silvestre do Mestre Álvaro, na Serra – uma Área de Proteção Ambiental que possui uma montanha com 833 metros de altitude. Em uma única tarde, Hilton capturou imagens impressionantes da diversidade de aves e plantas presentes na região. Suas fotografias revelam a exuberância da fauna e flora desse importante local.

Hilton Monteiro, entusiasta da natureza, expressou sua admiração pelo Mestre Álvaro, destacando o regime de alagamentos e secas causado pelas chuvas, que provoca uma renovação constante da natureza e atrai uma grande quantidade de aves. O fotógrafo ressaltou que, sempre que visita o local, encontra plantas florindo, o que evidencia a vitalidade da região.

Durante a tarde de registro fotográfico no último dia 21 de maio, Hilton capturou imagens impressionantes de várias espécies de aves. Entre elas, destacam-se a Garça-moura, o Urubu-de-cabeça-amarela, o Canário-do-campo, a Maria-faceira, o Gavião-cabloco, a Garça-branca-pequena, a Marreca-ananaí e a Jaçanã. Essas aves, pertencentes a diferentes famílias e classes, evidenciam a diversidade e a importância do ecossistema do Mestre Álvaro.

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Belezas da flora registradas no ‘Mestrão’

Além das aves, Hilton também registrou imagens encantadoras da flora da região. Suas fotos incluem a Planta aquática estrela-branca, a Aroeira, o Louro-pardo, uma mata verde com árvores colossais e uma árvore em rebrota.

Dr. Rodrigo Theófilo Valadares, especialista do Herbário VIES, comentou sobre essas espécies, ressaltando sua importância e características distintas.

Sobre a planta aquática estrela-branca, Rodrigo destacou que serve como refúgio para fauna de microinvertebrados e é uma bioindicadora da qualidade da água na área sujeita a inundação no entorno do Mestre Álvaro. Sua presença demonstra a saúde e a vitalidade do ecossistema local.

O especialista também ressaltou a importância da Aroeira, que atrai diversos pássaros migratórios quando frutifica, e a recomendação de seu uso para arborização pública e recuperação de áreas desmatadas.

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Já o Louro-pardo, presente em vários biomas brasileiros, incluindo a Mata Atlântica e a Mata do Convento da Penha, em Vila Velha, também é uma opção valiosa para a recuperação de áreas desmatadas.

“O Mestre Álvaro ainda preserva árvores gigantes como mostra essa foto. A presença de árvores maiores (também chamadas de emergentes) que ultrapassam a altura média da floresta é comum quando o ambiente é muito preservado. Essa é uma característica típica das floresta úmidas, como a Mata Atlântica e a Amazônia.”

Rodrigo explicou ainda que a rebrota de algumas árvores no Mestre Álvaro proporciona esse espectro de cores. “É muito comum atravessar a Terceira Ponte e perceber que durante os meses de junho a agosto a mata do Convento da Penha fica mais seca por ter perdido folhas. Essa é uma característica das florestas das montanhas da Grande Vitória. No Mestre Álvaro, a riqueza de cores da rebrota é maior, porque existem mais tipos de árvores, proporcionando um colorido marcante”.

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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