Fedor de carne podre invade bairro da Serra e fábrica é notificada

Fábrica foi atingida por incêndio e produtos abandonados apodreceram.
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Saboratta Fábrica Serra
A fábrica da empresa pegou fogo e, após isso, os produtos apodreceram. Crédito: Divulgação

A Prefeitura da Serra notificou, nesta terça-feira (27), a fábrica da empresa Saboratta, localizada no bairro Jardim Limoeiro, após a constatação de irregularidades sanitárias no local. O galpão da empresa foi atingido por um incêndio há cerca de 12 dias e, desde então, carnes e outros produtos permaneceram armazenados no interior do frigorífico, entrando em processo de decomposição.

O forte odor provocado pela deterioração dos alimentos vinha causando transtornos a moradores da região. Segundo relatos, o mau cheiro de carniça alcançou áreas mais distantes, incluindo condomínios do bairro São Diogo, além de imóveis situados nas proximidades da fábrica.

Após vistoria técnica, o município notificou a empresa para que adote, de forma imediata, as providências necessárias diante das irregularidades identificadas no estabelecimento. Durante a fiscalização, foram realizados registros fotográficos que constataram a presença de grande quantidade de alimentos armazenados de forma inadequada no interior do imóvel.

 A situação, de acordo com a prefeitura, tem provocado forte mau odor e representa risco iminente para o surgimento de roedores e a infestação de pragas urbanas.

Fábrica não está interditada para limpeza, alerta Prefeitura da Serra

A equipe de fiscalização foi recebida pelo responsável da empresa, que informou que a limpeza do local e a retirada do material ainda não haviam sido realizadas em razão da interdição do imóvel pela Defesa Civil. No entanto, o órgão municipal esclareceu que houve desinterdição parcial, exclusivamente para permitir a retirada dos destroços, a limpeza e a realização de reformas. A fábrica segue interditada para funcionamento.

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Diante do cenário, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente notificou a empresa para a retirada imediata dos insumos que permanecem no local e para que seja feito o descarte adequado dos resíduos, conforme determina a legislação ambiental vigente.

Fiscalização

O gerente da Vigilância Sanitária da Serra, Rodrigo Brandão, explicou que a empresa exerce uma atividade cuja responsabilidade sanitária principal é do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf).

Ainda assim, segundo ele, a Vigilância Sanitária municipal realizou a ação fiscalizatória com uma equipe formada por três auditores fiscais e uma técnica nutricionista, prestando todas as orientações necessárias.

“Reforçamos a necessidade urgente da retirada dos materiais orgânicos, para evitar o agravamento do mau cheiro e o surgimento de pragas urbanas, que representam riscos à saúde pública”, afirmou Rodrigo Brandão ao Portal Tempo Novo.

A Prefeitura da Serra informou que segue acompanhando a situação e reforçou que as medidas adotadas visam proteger a saúde da população e garantir o cumprimento das normas sanitárias, ambientais e de segurança.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos da cidade da Serra e temas de interesse público estadual.

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