
A Escola Municipal Maria Istela Modenesi, localizada no bairro Das Laranjeiras, na região de Jacaraípe está promovendo essa semana uma ação antibullying que conta com debates e iniciativas de valorização social enquanto estimulam atividades artísticas e de integração.
A ideia do projeto surgiu como proposta da diretora Marciele Tellarolli na primeira reunião de planejamento, feita no início deste ano. Após a reunião a pedagoga do colégio, Vera Lúcia da Silva, desenvolveu o programa junto a alguns professores, que entraram com ideias e sugestões para realização das atividades, focado no tema de bullying e a violência na escola.
Uma das iniciativas utilizadas foi a Arte Urbana, que contou com a presença dos grafiteiros Ronaldo Gentil (Conhecido como Gentil) e Nadine Luiza (conhecida como Musca) para ensinar a história dessa arte, como ela pode ser praticada de forma legal e utilizaram o assunto de pano de fundo para o combate ao bullying. Os artistas também contaram experiências e vivências da época em que eram estudantes e como era a abordagem pedagógica em relação ao tema.
Outra manifestação artística utilizada na semana da ação cultural foi a batalha de rap, administrada por Lucas Reis, conhecido como Reis, onde as letras geralmente são de cunho social e cultural. Na batalha, além dos alunos conhecerem outro tipo de arte, elas poderão demonstrar seus sentimentos e emoções através da música.
“A iniciativa de trazer essa manifestação artística para tratar o bullying, deu-se, pois, estes são considerados artistas “marginalizados”, geralmente excluídos e não vistos com o respeito que merecem, pois são discriminados, assim como os alunos que sofrem o bullying”, disse a pedagoga.
Os alunos também tiveram a oportunidade de assistir ao filme “O Extraordinário”, que fala exatamente dessas dificuldades que as crianças consideradas diferentes sofrem.
A pedagoga revelou um momento forte que ocorreu antes da transmissão. “Os alunos começaram a contar um caso que viram de uma criança autista que tentou suicídio após sofrer bullying no colégio que estudava. Foi uma troca de experiência bem marcante”, contou Vera.
Vera ainda conta que devido a pandemia, os alunos de escola pública ficaram muito afastados do convívio humano e da aprendizagem que acontece na instituição, que os alunos precisam aprender a conviver em harmonia e com os valores humanos.
“O projeto foi apenas o pontapé inicial do colégio, os alunos terão durante todo o ano projetos de conscientização de vários temas sociais, culturais, crenças e étnicos”.