Entulho vira brita de baixo custo em empresa da Serra

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Reciclagem: o diretor George Regys (à direita) e o gerente José Enoque comandam produção diária de 800 toneladas. Foto: Bruno Lyra
Reciclagem: o diretor George Regys (à direita) e o gerente José Enoque comandam produção diária de 800 toneladas. Foto: Bruno Lyra
Reciclagem: o diretor George Regys (à direita) e o gerente José Enoque comandam produção diária de 800 toneladas. Foto: Bruno Lyra

Bruno Lyra

De uma pequena reforma, passando por uma obra maior ou mesmo a demolição do imóvel, gera-se entulho. Pois foi justamente neste resíduo, que empreendedores no município enxergaram uma boa oportunidade de negócio. E de quebra, ajudam a reduzir a quantidade imensa de entulho que emporcalha terrenos baldios e áreas verdes de cidade, que possui mais de 700 pontos viciados e clandestinos de deposição de resíduos sólidos.

Trata-se da Ureserra, que transforma entulho em brita zero, brita um e brita corrida, produtos que retornam para a construção civil até 60% mais baratos do que a brita virgem de pedreiras. “O que também reduz a extração de rochas, atividade de grande impacto no meio ambiente”, frisa o diretor da empresa, George Regys.

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Segundo George, as britas só não podem ser usadas em estruturas de vigas e colunas. “Mas servem para nivelamento e compactação de vias, base e sub-base para galpões e demais aplicações na construção civil. Para isto, já temos aprovação do DER (Departamento de Estradas de Rodagem do ES)”, detalha Regys.

O diretor garante que levar o entulho para reciclagem na Ureserra, sai mais barato do que levar para empresas que operam aterros de resíduos na Grande Vitória. Cobramos R$ 10 por metro cúbico de entulho, o que dá 1,5 tonelada. Já os aterros cobram R$ 20 por tonelada. Sem contar que neles o entulho é enterrado, virando passivo ambiental. Aqui o material é quase todo reciclado. Conseguimos aproveitar de 90% a 95% do que chega”, frisa .

Mas para o entulho poder ser enviado à empresa, ele precisa estar livre de outros resíduos como óleo, amianto, gesso, lixo doméstico e outros materiais orgânicos. “Recebemos casqueiro de granito e mármore, concreto e outros materiais de demolição como madeira, areia, brita e até papel e plástico. Aqui fazemos a triagem, um trabalho que hoje emprega oito através de convênio com a Sejus (Secretaria de Estado da Justiça). Depois o material vai para a trituradora, que o transforma em brita”, conta Regys.

A Ureserra opera há dois anos, num terreno de 25 mil m2 na região do Jacuhy às margens da Rodovia do Contorno (BR 101). O investimento foi de R$ 1,5 milhão e além dos oito apenados, a empresa gera 16 empregos. Contatos da empresa no tel 2233 -8218 e no e-mail contato@ureserra.ind.br.

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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