Entre estupradores e homicidas, totens já ‘deduraram’ mais de 700 no ES

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O vice-governador Ricardo Ferraço fala durante evento sobre segurança pública, destacando o uso de tecnologia no combate ao crime no Espírito Santo. Crédito: Divulgação

O Espírito Santo alcançou a marca de mais de 700 pessoas presas com o auxílio da tecnologia de reconhecimento facial, utilizada pelas forças de segurança em diferentes pontos da Grande Vitória. A iniciativa, lançada pelo governador Renato Casagrande, é considerada pioneira no uso de inteligência e tecnologia aplicada às estratégias de policiamento.

Na prática, o totem age como um “dedo-duro”. A tecnologia permite a identificação, em tempo real, de indivíduos com mandados de prisão em aberto que circulam em áreas monitoradas. A partir do alerta gerado pelo sistema, equipes policiais são acionadas para realizar a abordagem e efetuar a prisão, garantindo maior agilidade e precisão nas ações.

Ranking das prisões por tipo de crime

Entre os 706 presos localizados com apoio do reconhecimento facial, os mandados cumpridos se concentram principalmente em: pensão alimentícia (184), tráfico de drogas (146), roubo (129), homicídio (85), furto (36) e estupro (29).

Os números demonstram que a ferramenta tem sido decisiva tanto no cumprimento de mandados relacionados a crimes patrimoniais quanto em casos de maior gravidade, como homicídios e estupros.

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“Temos a convicção de que a tecnologia fortalece a segurança, contribui para a Justiça e protege as pessoas, muitas vezes salvando vidas. O Programa Estado Presente atua com integração, inteligência e investimentos permanentes. Em pouco tempo, alcançamos uma marca expressiva de prisões, com eficiência comprovada no uso de inovação para potencializar o trabalho das forças de segurança. Esse é o caminho de um Estado moderno, firme e comprometido no combate permanente ao crime”, afirmou o vice-governador e coordenador do Programa Estado Presente em Defesa da Vida, Ricardo Ferraço.

O secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Leonardo Damasceno, destacou que o uso da tecnologia tem potencializado o trabalho das forças policiais e ampliado a capacidade de resposta do Estado.

“A integração da tecnologia de reconhecimento facial ao policiamento ostensivo representa um avanço importante na segurança pública. Essa ferramenta aumenta a eficiência das abordagens, contribui para o cumprimento célere de mandados de prisão e reforça a sensação de segurança da população capixaba”, afirmou o secretário.

O reconhecimento facial integra um conjunto de investimentos robustos em tecnologia, inteligência e infraestrutura realizados pelo Governo do Estado, por meio do Programa Estado Presente. A iniciativa tem como objetivo reduzir a criminalidade, aumentar a taxa de resolução de crimes e tornar as ações policiais cada vez mais estratégicas e baseadas em dados.

Foto de Yuri Scardini

Yuri Scardini

Yuri Scardini é diretor de jornalismo do Jornal Tempo Novo e colunista do portal. À frente da coluna Mestre Álvaro, aborda temas relevantes para quem vive na Serra, com análises aprofundadas sobre política, economia e outros assuntos que impactam diretamente a vida da população local. Seu trabalho se destaca pela leitura crítica dos fatos e pelo uso de dados para embasar reflexões sobre o município e o Espírito Santo.

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