Engenheiro florestal transforma lixo em arte na Serra

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Leonardo reaproveita madeiras encontradas no lixo e cria objetos de utilidade do lar. Foto: Clarice Poltronieri
Leonardo reaproveita madeiras encontradas no lixo e cria objetos de utilidade do lar. Foto: Clarice Poltronieri
Leonardo reaproveita madeiras encontradas no lixo e cria objetos de utilidade do lar. Foto: Clarice Poltronieri

Clarice Poltronieri

Um artista da Serra busca alternativas para reaproveitar madeiras encontradas no lixo e também para criar objetos de utilidade do lar. Leonardo José Mello Wilke é engenheiro florestal e já trabalhou em empresas, mas hoje optou por se dedicar apenas à arte, cuja paixão surgiu ainda na infância.

“Sou artista autodidata, desenvolvi a observação e a pesquisa desde os meus 11, 12 anos. Sou engenheiro florestal, com especialização em madeira, mas nunca deixei a arte de lado. Hoje, não trabalho mais de empregado, faço apenas algumas consultorias”, narra.

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Sempre em busca de associar reciclagem de materiais, beleza e utilidade, no atelier do artista podem ser encontradas alternativas para reaproveitamento de espaço. É o caso da colmeia para apartamentos. “A colmeia é feita para abelhas sem ferrão e pode ser colocada no apartamento, pois é compacta. Temos jardineiras compactas também”, explica.

Leonardo está no bairro São Francisco, onde fica a Vila das Artes, há 22 anos e começou a construção de seu ateliê em 2010, onde trabalha e expões sua produção. No local há oratórios, cadeiras, jardineiras, casinhas de passarinhos, cabides, portas, janelas e todo tipo de material que pode ser feito a partir do reaproveitamento de madeira, seja de pallets ou de peças descartadas no lixo.

“Faço uso de tudo que possa ser reciclado: pneus, garrafas de vidro, metal, mas sempre em harmonia com a madeira”, observa. Com os pneus ele produz vasos e pufes.

Sobre o ateliê que é todo construído na base do reaproveitamento, Leonardo diz que sempre será inacabado. “Ele nunca vai finalizar, pois é um espaço de experimentação e as ideias nunca acabam. É onde podemos repensar os materiais”, frisa.

E além dos trabalhos de Leonardo, no ateliê podem ser encontrados artesanatos de sua esposa, Patrícia Biscácio Wilke, como bolsas, tiaras e cordões feitos com tecido.

O Olhares ateliê fica na rua Donaldson da Rocha Barros, n°4, quadra 81, subida para a Casa de Pedra, e está aberto diariamente na parte da tarde, e nos finais de semana e feriados o dia inteiro. Contato pelo 99526-6569.

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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