Eliziário Rangel promove Festival de Teatro para 400 alunos de escolas públicas da Serra

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Uma das peças que serão apresentadas é ‘Tem roupa pá lava’ da Cia de Teatro Ribalta. Foto: Roberta Portela da Cia Ribalta

“Hoje tem palhaçada? Tem sim senhor”!!! Toda criança gosta de rir e brincar, não é mesmo?  Pensando em levar lazer e a arte do teatro para alunos de escolas públicas da Serra, o Centro Cultural Eliziário Rangel, em São Diogo, irá promover o II Festival Escolas no Teatro Eliziário.

Ao todo serão quatro peças e oito apresentações, duas por dia, para 100 alunos de escolas públicas municipais que ficam nas adjacências do Centro Cultural. “Vamos atender 400 alunos no total, 100 por dia. Reservamos vamos também para a comunidade. 80% das vagas são para os estudantes do município e 20% aberta para a comunidade em geral. Todos são convidados, mas é preciso fazer a inscrição por meio dos nossos canais”, disse o organizador Antonio Vitor.

A agenda começa na segunda-feira (25) e segue até quinta-feira (28) com duas apresentações em cada data, sempre às 9h e às 14h.As inscrições podem ser feitas clicando aqui. 

Na segunda-feira (25) será encenada a peça ‘Tem roupa pá lava” da Cia Ribalta de Teatro que conta a história de Dona Graxinha que é uma lavadeira que mora em uma vila antiga. Todos os dias ela acorda e recolhe a roupa suja de toda sua estimada vizinhança. Ela é muito querida por todos mas, pouco sabemos da sua história, até o dia em que um pequeno cisco no seu olho desencadeia os acontecimentos que irão mudar sua travessia. Neste dia, serão contemplados os alunos da Escola Municipal Altair Siqueira Costa, de Jardim Limoeiro.

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Já na terça-feira (26) os alunos da Escola Municipal Aureniria Pimentel, de Novo Horizonte, assistirão a peça “Hoje tem palhaçada? Tem sim senhor” que conta a história de Xexa, Loloca e Raviera, “um trio familiar de três palhaços” que se juntam a palhaça Serena para apresentar um show de variedades no Cirquinho da Árvore. Em “Hoje tem palhaçada? Tem sim senhor” o Grupo Árvore revisita e apresenta sua versão de entradas e reprises clássicas do circo.

Os alunos da Escola Municipal Altair Siqueira Costa, de Jardim Limoeiro, retornam ao Eliziário na quarta (27) para assistir o espetáculo “O menino do dedo verde” da Cia Imprópria Trupe. A peça conta a história de Tistu filho único que vivia feliz com a sua família na cidade de Mirapólvora. Aos outo anos de idade, seus pais, o Senhor Papai e a Senhora Mamãe, decidiram oferecer a ele um modelo de educação um tanto quanto diferente.

Na sua primeira lição, de jardinagem, seu professor, Sr. Bigode, o levou para descobrir um dom muito especial, Tistu tinha o polegar verde. Com seu polegar fazia crescer flores. O que poderia ser ótimo, mas também cria uma série de confusões no mundo dos adultos, fazendo com que Tistu se envolvesse em várias peripécias. As aventuras de Tistu são entoadas por ritmos da cultura popular capixaba, referência que aparece, também, em outros detalhes da cena, como figurinos e adereços. “O Menino do Dedo Verde” é um clássico da Literatura Infanto-juvenil, principalmente pela forma delicada com que aborda assuntos urgentes da sociedade.

Na quinta (28) é a vez dos estudantes da Escola Municipal São Diogo irem ao teatro. Será apresentada a peça “Cor do Brasil: o resgate da história roubada” da companhia Vão Brincar.

“Cor do Brasil: o resgate da história roubada” é a história de uma espécie de Alice que vai para um país das Maravilhas Diferente. Uma viagem de redescoberta a Imprensa Negra, a FNB, o MNU, o Ilê Aiyê, a poesia de Solano Trindade e o tão importante teatro experimental do negro (criado pelo mestre Abdias do Nascimento). No decorrer do espetáculo Lelê, uma menina esperta, precisando ajudar no tratamento médico de sua avó, ouve a chamada de recompensa de valor inestimável que Madame Carneiro, oferece para quem encontrar as páginas roubadas, páginas que contam a história do movimento negro brasileiro.

A ação é realizada com recursos da Lei Aldir Blanc através do edital municipal da Serra de teatro e é uma realização do Centro Cultural Eliziário Rangel.

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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