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quarta-feira, 08 de julho de 2020

Eco101 diz que alagamentos na BR é problema da Prefeitura

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Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há mais de quatro anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Ponto alagado na BR-101. Foto encaminhada pela leitora Kariny Souza.

Basta chover forte que uma cena comum se repete: trechos da BR-101 ficam completamente alagados na Serra e o trânsito fica caótico na cidade. Apesar de o problema ser antigo, a concessionária Eco 101, que cobra o pedágio, não tem planos para fazer nenhuma intervenção com o objetivo de solucionar o problema e culpou a Prefeitura pela situação.

Um dos trechos que mais sofre com o problema fica próximo aos bairros José de Anchieta e Laranjeiras Velha. Toda vez que chove forte por alguns minutos, as pistas ficam totalmente inundadas impedindo os motoristas de seguir viagem até seu destino final. E aqueles que tentam, acabam ficando presos dentro do alagamento.

O caso mais recente aconteceu na última sexta-feira (3), quando uma forte chuva atingiu o Espírito Santo e alagou o trecho citado acima. Motoristas apontam que pouco tempo depois que começou a chover, o trânsito ficou intenso e logo descobriram o motivo: BR-101 coberta por água. Em novembro do ano passado, a rodovia chegou a ficar interditada por nove horas seguidas, no mesmo local.

Quem precisa passar pela rodovia fica revoltado com a situação. É o caso do motorista de aplicativo, Charles Pessoa. “Uma situação terrível que acontece toda vez que chove. Basta cair um pouco de água que aquele local enche e a gente fica preso. O pior de tudo é saber que pagamos pedágio para a Eco101, mas a empresa não apresenta nenhuma melhoria”, reclama o morador da Serra.

Sérgio Ricardo Moreira também pede melhorias. “É inútil para o cidadão a cobrança de pedágio por ter apenas sinalização. O trânsito ficou completamente comprometido devido a interdição de todas as faixas, eu de moto não consegui passar, tendo que apelar por passar em calçadas infelizmente. OPoder Público deveria rever o contrato imediatamente com a Eco, pois está sendo inútil para a população”, afirma.

Eco não tem solução para alagamentos e culpa sistema de macrodrenagem da cidade

Para o TEMPO NOVO, a Eco101 informou que não pretende realizar intervenções para resolver o problema de alagamentos em trechos da rodovia. Por meio de nota, e empresa ainda disse que os alagamentos ocorrem por conta do sistema de macrodrenagem da região e bairros adjacentes, localizados fora da área de concessão, que segundo ela, não suportam ocorrências de grandes volumes de chuva, como o ocorrido naquele dia.

A Eco101 ainda disse que todos os dispositivos de drenagem da rodovia estão em funcionamento. “Esclarecemos ainda que, de acordo com o Contrato de Concessão, o trecho urbano de Serra, dentro dos limites da rodovia, é administrado pela Concessionária até que o Contorno do Mestre Álvaro seja finalizado”, disse na nota.

Prefeitura da Serra desmente Eco 101 

A Prefeitura da Serra foi acionada para falar sobre o assunto e desmentiu a informação da Eco101 de que os alagamentos na rodovia acontecem por conta dos sistemas de macrodrenagem, que são de responsabilidades da Prefeitura.

Segundo a nota enviada pelo Município, “os sistemas de drenagem e macrodrenagem dos bairros, que são responsabilidade da prefeitura e recebem os investimentos necessários, não têm ligação com os sistemas da BR 101, de responsabilidade da concessionária”, afirmou.

“A Prefeitura da Serra está investindo mais de R$ 100 milhões em obras e serviços pela cidade. Em 2019 foram aplicados mais de R$ 78 milhões em obras de drenagem e pavimentação em diversos bairros e cerca de R$ 15 milhões foram investidos na obra de dragagem do Rio Jacaraípe, entregue em março.

O trabalho preventivo na cidade também inclui várias frentes de trabalho, como a construção de muros de contenção, limpeza em galerias da cidade durante todo o ano, retirada e combate ao descarte irregular de entulhos e recuperação de antigos pontos viciados de descarte irregular”, completou em nota.

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