
Desde o início da pandemia no mês de março as cirurgias e atendimentos eletivos no ES estão suspensas. Durante entrevista coletiva na tarde desta segunda (13), o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, anunciou que dependendo do comportamento da pandemia no ES, estes atendimentos podem ser retomados em agosto.
“Durante a pandemia o governo conseguiu zerar a demanda reprimida de radioterapia no Santa Rita e também na ortopedia de média complexidade. Conseguimos manter o funcionamento de diversos ambulatórios de diversas especialidades que não tiveram interrupção no ES e estamos preparando esta semana uma notificação a todos os prestadores de serviços do Estado, hospitais filantrópicos e o universitário, assim como, estamos preparando a rede própria para que a partir do mês de agosto passe progressivamente a retomar um calendário de atividades eletivas, caso o momento da pandemia nos permita a fazer no início do mês de agosto”, ponderou.
Nésio frisou que o Estado, está preparando as condições para que em agosto um conjunto grande de atividades eletivas possa ser retomado paulatinamente no ES. “A confirmação disso irá depender do comportamento da pandemia até o final de julho. É necessário haver uma estabilidade pelo menos 3 semanas de consolidação da queda de óbitos, casos graves, queda sustentada da ocupação de UTI. Precisamos de uma queda sustentada de 3 semanas para e em cima disso tomar decisões”
Atendimentos eletivos
Também durante a coletiva, o subsecretário da Saúde, Luiz Carlos Reblin, frisou que os atendimentos eletivos foram suspensas desde o início da pandemia atendendo recomendação não apenas de órgãos oficiais, mas também da sociedade que representam as diferentes especialidades médicas. “Estudos feitos na Europa demonstraram que das cirurgias realizadas em determinados locais, as pessoas que se submeteram a uma cirurgia elas faleceram em até 20% desse grupo de pessoas que foram submetidas a uma cirurgia. Quando houve a suspensão foi no sentido de evitar adoecimento e o alto risco de submeter uma pessoa a uma cirurgia que em algumas condições já tem queda de imunidade, natural pela doença ou pelo problema de saúde pelo qual ela passa naquele momento, por isso a necessidade de fazer a interrupção não apenas na cirurgia mas de alguns procedimentos e atendimentos que foram feitos desde o início da pandemia”.
