É da turfa também! Fumaça segue prejudicando moradores da Serra

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Incêndio ocorrido em maio de 2016 que geou graves problemas para a saúde pública. Foto: Bruno Lyra/ Arquivo TN / 12 de Maio de 2016
A queimada acontece no entorno do Mestre Álvaro, principalmente na área próximo a Central Carapina. Foto: Bruno Lyra/ Arquivo TN
A queimada acontece no entorno do Mestre Álvaro, principalmente na área próximo a Central Carapina. Foto: Bruno Lyra/ Arquivo TN

Tem fumaça da turfa também! Pelo menos na Serra parte da fumaça que está prejudicando a já castigada saúde respiratória da população, vem da área de turfa.

O incêndio está acontecendo na região que fica no entorno do Mestre Álvaro, próximo ao bairro Central Carapina.

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A confirmação é do capitão Felipe Patrício das Neves da 3º Companhia do 1º Batalhão do Corpo de Bombeiros da Serra. Segundo ele, mesmo com poucos focos de incêndio a fumaça está bem forte. “Estamos evoluindo no combate, mas mesmo assim está vindo bastante fumaça da turfa”, explica.

O Capitão ainda disse que parte da fumaça que cobriu a Grande Vitória na madrugada/manhã desta quinta-feira (12) vem de incêndios em outras áreas em vegetação superficial. “Não posso dizer que toda a fumaça que está cobrindo a Grande Vitória é causada pela turfa, mas ela está ajudando bastante”, afirma.

Na tarde de ontem (11) o incêndio das turfas que também atingiu vegetação superficial em Central Carapina, já tinha queimado uma área de 5 a 7 mil metros quadrados.

O capitão pede a colaboração da população. “É pouco provável que este fogo tenha começado de forma espontânea. Já pedimos emergencialmente à Prefeitura da Serra a instalação de placas de sinalização pedindo para não colocar fogo na região. É muito complicado este tipo de combate, principalmente nesta época em que vivemos uma crise de água”, alerta.

O fogo na turfa é de difícil combate pois acontece debaixo da terra, onde ficam acumulados materiais orgânicos originados da morte  da vegetação de área brejosa. Como está muito seco estes terrenos ficam desidratados e vulneráveis ao fogo, que geralmente vem de áreas superficiais onde a população queima lixo e “limpa” mato.

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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