Até o dia 28 de fevereiro estão abertas as inscrições para o ciclo 2026 do projeto Central de Valores, iniciativa voltada ao incentivo ao empreendedorismo feminino, com foco em qualificação profissional, cursos gratuitos e entrega de materiais para produção.
Nesta edição, o projeto vai atender mulheres dos municípios da Serra, Viana, Fundão, Linhares, São Mateus, Pedro Canário e Cachoeiro de Itapemirim.
A iniciativa é da Central Única das Favelas do Espírito Santo (CUFA/ES), em parceria com o Instituto das Favelas e Periferias, e conta com o apoio da empresa Suzano. As inscrições são gratuitas, as vagas são limitadas e podem ser feitas de forma online, pelo site oficial do projeto ou pelo link disponível na bio do Instagram @centraldevalores.
Criado em 2022, o Central de Valores já beneficiou mais de 5 mil empreendedoras em periferias de nove municípios capixabas até 2025. Para 2026, a meta é atender cerca de 900 mulheres nos municípios participantes.
Leia também
Critérios de seleção
De acordo com apuração do TN, o processo seletivo prioriza mulheres chefes de família, com renda per capita abaixo da linha da pobreza, considerando ainda o número de moradores da residência e a comprovação de moradia nos municípios atendidos.
Núcleos de atuação
Ao longo do projeto, as participantes serão distribuídas em três núcleos principais:
- Culinária, com produção de pães, bolos, doces e salgados;
- Estética, incluindo serviços como manicure, pedicure, design de sobrancelhas e tranças;
- Produtos ecológicos, como sabão caseiro, detergente, desinfetante e sabonetes.
Além da entrega de insumos produtivos, as empreendedoras terão acesso a cursos gratuitos por meio de uma plataforma de ensino desenvolvida em parceria com a Atenda Academy. Os conteúdos abordam temas como empreendedorismo, gestão de redes sociais para negócios, liderança, precificação e qualificação profissional.
Segundo o presidente estadual da CUFA-ES, Gabriel Nadippeh, o projeto busca responder a uma realidade presente nas periferias, onde o empreendedorismo surge, muitas vezes, como alternativa diante da dificuldade de acesso ao mercado formal de trabalho.
“Inicialmente, é um empreendedorismo por necessidade, mas, a partir do investimento e do acompanhamento, se torna um potencial de emancipação econômica para essas mulheres”, afirma ao Tempo Novo.