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sexta-feira, 10 de julho de 2020

Contorno do Mestre Álvaro gera desmate e assoreamento de rios

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Bruno Lyrahttps://www.portaltemponovo.com.br
Repórter do Tempo Novo há mais de 10 anos, Bruno Lyra escreve para diversas editorias do portal, principalmente Economia e Meio Ambiente, das quais é o responsável.

Fundo de vale com matas e riacho formador da Juara impactados pela obra. Foto: Bruno Lyra

As obras do Contorno do Mestre Álvaro seguem avançando. E tanto pela dimensão da futura pista da BR-101 quanto pelo fato de atravessar áreas ambientalmente sensíveis, os impactos à natureza são expressivos. Na semana passada, a reportagem percorreu os 18,9 km do novo trecho da rodovia – entre o Jacuhy, ao sul da via, e Chapada Grande, ao norte.

Apesar de em alguns pontos existirem telas para impedir o carreamento de barro dos taludes de cortes e aterros, elas não conseguiram impedir que volumes expressivos de barro fossem parar em córregos, brejos e lagoas. Ainda mais com as fortes chuvas dos últimos meses. Esses impactos afetam águas que formam os alagados do Mestre Álvaro (ao sul e centro do traçado) e das cabeceiras da lagoa Juara (ao norte).

O desmatamento também é marcante, sobretudo nos vales dos córregos que descem para a lagoa Juara. Segundo o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), órgão responsável pelo licenciamento da obra, 34,4 hectares de florestas em estágio inicial e médio de recuperação foram derrubados. Isso em Área de Preservação Permanente (APP).

De acordo com a assessoria de imprensa do Iema, para compensar, os responsáveis pela obra depositaram R$ 375,2 mil na conta do Fundo de Recursos Hídricos e Florestais do ES (Fundágua), que dentre outros financiamento pode bancar a recuperação de matas ciliares. O órgão acrescenta que, por determinação do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do ES (Idaf), também terá que ser recuperada uma área de 10 hectares no município de Santa Teresa.

Quanto ao assoreamento das águas, o Iema disse que fará vistoria nas obras. A assessoria de imprensa disse que a última vistoria feita pelo órgão feita em setembro do ano passado observou que as medidas de controle para esse item estavam sendo cumpridas.

A obra é de responsabilidade do Governo Federal, por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit). A execução está sendo feita pela empresa Contractor. O engenheiro da empresa, Rodrigo Gomides, disse que a execução da obra segue a determinação dos órgãos ambientais.

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