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segunda-feira, 01 de junho de 2020

Comércio exterior em queda livre no Estado

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Ana Paula Bonellihttps://www.portaltemponovo.com.br
Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há mais de 15 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Das importações, a maior queda foi no setor de automóveis: -56%. Foto: Divulgação Agência Brasil
Das importações, a maior queda foi no setor de automóveis: -56%. Foto: Divulgação Agência Brasil

A crise econômica nacional, os desinvestimentos da Petrobrás e a paralisação da Samarco deram um duro golpe no comércio exterior capixaba. O Espírito Santo registrou, no 1º semestre de 2016, queda de 35,2% nas importações. Já nas exportações, o golpe foi ainda maior: recuo de 41% em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo levantamento foi feito pelo Sindicato do Comércio de Exportação e Importação do Estado (Sindiex), o Espírito Santo teve o pior desempenho entre os principais estados importadores do país. De janeiro a junho, US$ 1,8 bilhão (cerca de R$ 5,8 bilhões) em mercadorias entraram no território nacional pelos portos capixabas, contra US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 9 bilhões) no 1º semestre de 2015.

São Paulo (queda de 26,6%), Minas Gerais (-26,4%), Rio de Janeiro (-24,5%) e Paraná (-22,6%) vêm na sequência em relação à queda nas importações. Já nas exportações, o desempenho do Espírito Santo foi ainda pior com US$ 3,1 bilhões nos seis primeiros meses de 2016 contra US$ 5,3 bilhões exportados de janeiro a junho do ano passado.

Para o presidente do Sindiex, Marcilio Rodrigues Machado, não só os fatores conjunturais explicam tamanha queda no comércio exterior no ES.  “O Estado é referência no setor importador, mas estamos perdendo cargas para outros estados, seja por conta de mudanças na legislação seja por falta de infraestrutura portuária adequada, principalmente para contêineres”, avalia.

Marcilio acrescenta que o mesmo vale para o empresário que precisar exportar. “Sem que navios maiores possam entrar no canal de Vitória, o empresariado precisa embarcar suas mercadorias por outros portos”.

Das importações, as maiores quedas foram com automóveis (-56%), seguida por vestuário (-53%), equipamentos de telefonia celular (-40%), máquinas e equipamentos (-37%) e carvão mineral (-31%). Dos produtos exportados, o pior desempenho foi do petróleo (-70%) seguido por minério de ferro (-66%), ferro e aço (-22%), celulose (-14%) e rochas ornamentais (-4%).

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