Civit II tem 676 empresas e áreas para novos negócios 

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Locomotiva econômica: o polo do Civit II é um dos mais dinâmicos da cidade mais industrializada do Estado. Foto: Divulgação

 

Locomotiva econômica: o polo do Civit II é um dos mais dinâmicos da cidade mais industrializada do Estado. Foto: Divulgação

Clarice Poltronieri

Um dos mais antigos polos industriais da Serra, o Civit II – Centro Industrial Metropolitano de Vitória, apesar do nome, está na Serra e é um dos mais importantes da cidade. O Civit II possui área de 2,9 milhões de m² e vai da avenida Eudes Scherrer de Souza até a lagoa Jacuném, fazendo divisa com os bairros, Colina de Laranjeiras, Parque Residencial Laranjeiras, Morada de Laranjeiras, Alterosas e Nova Zelândia.

A origem do Civit II é na virada das décadas de 1970 e 1980 e hoje possui 676 empresas dos mais diversos ramos: metalmecânica, rochas ornamentais, fibra, logística, construção civil, saneamento, resina, climatização, bebidas, entre indústrias, prestadoras de serviço e distribuidoras.

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No polo há empresas como Fortlev, Dikma, Wine, Viminas, Friopeças, Transuiça, Nebrax, entre outras que, além de contribuírem direto para o município com o Imposto Sobre Serviços de Quaisquer Naturezas (ISSQN), também recolhem Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que ajudam a compor a cota parte que o município recebe do Estado.

Em 2017, segundo a assessoria da Prefeitura da Serra, o recolhimento de ISS foi de R$ 1,23 milhão e de ICMS foi de quase R$ 1,9 milhão, valor este que vai compor o Fundo de Participação dos Municípios. A assessoria informou que ainda há lotes disponíveis para venda com particulares no Civit II.

O presidente da Associação dos Empresários da Serra (Ases) e sócio-gerente da Dikma Facilities, Djalma Quintino, aponta que o local precisa de um olhar mais cuidadoso.

“O Civit II deu muito certo, pois além da indústria tem muitos serviços e localização privilegiada. Gera muito emprego para a região, pois os empresários priorizam mão-de-obra local. Na Dikma são de 300 a 350 empregos diretos e 90% são de moradores da Serra. Mas o local precisa de um olhar mais cuidadoso, pois estamos com carência em alguns pontos: segurança, iluminação, abrigos de ônibus sem cobertura, ruas sem calçamento”, aponta.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico da Serra, Paulo Meneguelli, o Civit II é um exemplo da vocação da Serra. “A cidade se preparou por anos para receber as empresas e formar esses importantes espaços, com boa infraestrutura e logística, além de segurança jurídica”, analisa.

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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