Cirurgia plástica após emagrecimento exige mais do que indicação estética, alerta cirurgiã

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A busca por cirurgia plástica após grandes perdas de peso tem se tornado cada vez mais comum nos consultórios médicos. Seja após cirurgia bariátrica ou processos intensos de emagrecimento. Crédito: Freepik

A busca por cirurgia plástica após grandes perdas de peso tem se tornado cada vez mais comum nos consultórios médicos. Seja após cirurgia bariátrica ou processos intensos de emagrecimento, pacientes procuram corrigir o excesso de pele e recuperar o contorno corporal. Mas esse tipo de procedimento exige critérios específicos e atenção redobrada.

De acordo com a cirurgiã plástica Patricia Lyra, o primeiro ponto a ser observado é a estabilidade do peso. “O ideal é que o paciente mantenha o peso estável por alguns meses antes de qualquer intervenção cirúrgica. Isso contribui para trazer resultados mais satisfatórios e seguros”, explica.

Outro fator importante é o estado geral de saúde. Após grandes perdas de peso, é comum que o paciente apresente deficiências nutricionais, o que pode comprometer a cicatrização e aumentar o risco de complicações. “A cirurgia plástica nesse contexto não é apenas estética. Ela também tem caráter funcional, mas precisa ser feita no momento certo e com preparo adequado”, destaca.

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Entre os procedimentos mais procurados estão a retirada de excesso de pele do abdômen (abdominoplastia), braços e coxas, além de cirurgias mamárias. Em muitos casos, as intervenções podem ser combinadas, desde que respeitados os limites de segurança.

Patricia ressalta ainda a importância do acompanhamento multidisciplinar. “Nutricionista, endocrinologista e psicólogo podem fazer parte desse processo. O cuidado com o paciente precisa ser integral”, afirma ao TN.

Além das questões físicas, o impacto emocional também deve ser considerado. Para muitos pacientes, a cirurgia representa uma etapa final de um longo processo de transformação. “Existe uma expectativa muito grande, e é fundamental alinhar isso de forma realista. A cirurgia melhora o contorno corporal, mas não resolve todas as questões relacionadas à imagem”, pontua.

Por isso, a avaliação individualizada é essencial. Cada caso deve ser analisado de forma única, levando em conta histórico clínico, qualidade da pele, quantidade de excesso cutâneo e expectativas do paciente.

“Mais do que transformar o corpo, o objetivo é devolver qualidade de vida e bem-estar, com segurança”, conclui a cirurgiã

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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