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sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Chuva apaga fogo na turfa, mas incêndios podem ficar frequentes

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Bombeiros lutando para apagar o fogo no solo de turfa em fevereiro de 2015. Foto: Arquivo TN / Bruno Lyra
Bombeiros lutando para apagar o fogo no solo de turfa em fevereiro de 2015. Foto: Arquivo TN / Bruno Lyra

Bruno Lyra e Gabriel Almeida

O incêndio na área de turfa na Serra foi apagado esta semana graças a chuva que deu uma ajuda pra lá de decisiva ao combate que vinha sendo feito pelo Corpo de Bombeiros. Mas esse é um problema que pode voltar com mais frequência.  A área de turfa é extensa: fica nos alagados aos pés do Mestre Álvaro, indo de Pitanga, passando por Laranjeiras Velha, José de Anchieta, Jardim Tropical, Cantinho do Céu, os polos industriais TIMS, Piracema e Jacuhy até a região de São José do Queimado.

E os prognósticos climáticos revelam aumento de temperatura em até 30 C e redução de chuva em 20% nos próximas 26 anos – como aponta estudo da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) e do Ministério do Meio Ambiente para a Grande Vitória – o que deve ampliar a secura nas turfas e a vulnerabilidade ao fogo.

O incêndio apagado esta semana durou praticamente um ano, começando no final de janeiro de 2015, sendo controlado em alguns momentos. Segundo o diretor da Defesa Civil da Serra, Olimar Silva, o fogo foi provocado por pessoas.

“O calor vai secar toda a água que tem no local e a turfa pode voltar a queimar. Os moradores podem ajudar não colocando fogo próximo a essas áreas”, alerta.

O Engenheiro Agrônomo, Fernando Pratti, que trabalha há 26 anos na área de meio ambiente, disse que no decorrer dos anos, se continuar queimando, a camada de turfa, que é formada por restos de vegetação no solo, vai desaparecer. “Se todo este material orgânico for queimado, o local vai virar uma grande lagoa formada pelo lençol freático que há embaixo desta área”, conta.

Fernando Pratti ainda disse que a única solução para acabar com o problema é alagar toda a região. “O certo seria barrar o Canal dos Escravos para alagar toda a área”, explica.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura da Serra, para saber quais se há um planejamento a longo prazo para lidar com o problema. Através de sua assessoria, a Prefeitura disse que o município está empenhado em impedir ocupações irregulares no local, com ações de fiscalização constantes na região.

E acrescentou que é ainda é necessária muita chuva para alagar o solo da região e impedir o surgimento de novos focos de incêndio.

Fumaça agrava problemas respiratórios de morador

A Presidente da Sociedade de Pneumologia do Espírito Santo, a médica Ciléia Martins, disse em abril de 2015, que esse tipo de queima aumenta e muito a presença no ar de monóxido de carbono e enxofre  – substâncias que já estão presentes em grande quantidade por conta da siderurgia no Complexo de Tubarão e do trânsito.

Cileia pontou que presença do pó preto de minério de ferro e carvão mineral vindas também de Tubarão tornam a situação mais crítica. A consequência é o aumento da incidência de problemas respiratórios, como asma, bronquite, sinusites e rinites, podendo em casos mais graves levar à morte.

No auge dos incêndios, entre março e abril de 2015, o secretário de Saúde da Serra, Luiz Carlos Reblin, disse que houve aumento da demanda em postos de saúde e unidades de pronto atendimento por conta da fumaça inalada pela população.

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