Casos de dengue caem mais de 80% na Serra nos seis primeiros meses de 2021

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Uso de inseticidas por bombas costais está prejudicado, porque o Governo Bolsonaro deixou de enciar Malathion; mas combate segue com outros métodos. Foto: Everton Nunes
Segundo a Vigilância Ambiental em Saúde da Serra, essa redução se deve a um conjunto de ações desenvolvidas pelo município, que conta com a colaboração da população quando o assunto é combate ao Aedes aegypti. Foto: Prefeitura da Serra

Se em 2019 a Serra sofreu com o alto número de notificações de casos de dengue, em 2021, a situação está bem mais controlada. De acordo com informações da Secretaria de Saúde da Serra, de janeiro a julho deste ano, a cidade notificou 331 casos da doença contra 1.876, no mesmo período de 2020, ou seja, uma redução de 82%.

O TEMPO NOVO resgatou os números de 2019, e naquele ano, o município chegou a registrar 17.316 notificações de casos de dengue. Em 2020, durante todo o ano foram 4.581 notificações.

Segundo a Vigilância Ambiental em Saúde da Serra, essa redução se deve a um conjunto de ações desenvolvidas pelo município, que conta com a colaboração da população quando o assunto é combate ao Aedes aegypti.

As equipes da vigilância visitaram, de janeiro a julho de 2021, 2.632 pontos estratégicos, 93.463 imóveis. “Realizaram 267 operações de bloqueio (ubv portátil), isso sem contar com o serviço de Disque-Dengue, que funciona de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas, pelo 3228- 5394”, disse a Vigilância por meio de nota.

A reportagem também questionou sobre os números de Zika e chikungunya, doenças também transmitidas pelo Aedes aegypti, mas a Saúde da Serra explicou que um novo levantamento está sendo realizado pelo serviço de vigilância ambiental.

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Apesar de a doença estar em queda no município, a Prefeitura pede que os moradores fiquem atentos a alguns cuidados que evitam a proliferação do Aedes, que é transmissor das doenças.

Para conter a proliferação do Aedes aegypti a Vigilância Ambiental em Saúde realiza visitas domiciliares, atendimento ao disk dengue, operações de bloqueio (UBV portátil) e realiza visitas aos pontos estratégicos. Tem também o Disque Dengue que funciona de segunda a sexta de 8 horas às 17 horas para atender as demandas solicitadas pelo telefone 27 3228 5394.

A população pode ajudar cuidando dos quintais das residências. Confira algumas dicas:

Tampe os tonéis e caixas d’água;

Mantenha as calhas sempre limpas;

Deixe garrafas sempre viradas com a boca para baixo;

Deixe ralos limpos e com aplicação de tela;

Limpe semanalmente ou preencha pratos de vasos de plantas com areia;

Limpe com escova ou bucha os potes de água para animais;

Retire a água acumulada na área de serviço, atrás da máquina de lavar roupa.

Fique atento aos sintomas da doença

No caso da dengue, o doente pode apresentar sintomas, como febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, náuseas ou até mesmo não apresentar qualquer sintoma. O aparecimento de manchas vermelhas na pele, sangramentos (nariz e gengivas), dor abdominal intensa e contínua, além de vômitos persistentes, podem indicar a evolução para dengue grave, que necessita de imediata atenção médica, pois pode levar à morte.

Em relação à chikungunya, os sintomas mais comuns são febre alta de início imediato, dores nas articulações, manchas na pele e vermelhidão nos olhos.

Os sinais de infecção pelo zika vírus são parecidos com os sintomas de dengue e começam de três a 12 dias após a picada do mosquito. Os sintomas de zika vírus, quando presentes, são febre baixa (entre 37,8° e 38,5°C), dor nas articulações, principalmente nas mãos e nos pés, com possível inchaço, dor muscular, dor de cabeça e atrás dos olhos, exantemas (erupções cutâneas) acompanhadas de coceira, além de vermelhidão e inchaço nos olhos.

A doença também pode apresentar outros sintomas, como dor abdominal, diarreia, constipação, fotofobia e pequenas úlceras na boca.

Para evitar contrair uma dessas doenças, a única saída é combater o Aedes Aegypti, e isso só é possível acabando com os focos do mosquito (locais de água parada).

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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