Um casal preso na Serra por envolvimento em um esquema de adulteração de placas de veículos levava uma vida de luxo e ostentava nas redes sociais, apesar de declarar renda mensal de R$ 1,5 mil cada. A informação foi divulgada pela Polícia Civil do Espírito Santo durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (12).
De acordo com as investigações, as placas adulteradas eram inseridas em motocicletas com restrição de furto e roubo, muitas vezes utilizadas na prática de outros crimes. O titular da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos, delegado Luiz Gustavo Ximenes, informou que o inquérito teve duração de quase um ano.
Segundo o delegado, o esquema ganhou força após a prisão de outro adulterador que atuava na Grande Vitória. Com a dificuldade de adquirir placas de fora do Estado devido ao alto custo, o investigado preso na última segunda-feira (9) passou a realizar as adulterações. As placas “virgens” vinham de outros estados e eram entregues na casa da namorada dele.
Ainda conforme as investigações, o material era levado a uma empresa credenciada ao Detran, onde uma funcionária realizava a estampa e a adulteração no período da tarde, após a saída do proprietário do estabelecimento. Depois de falsificadas, as placas eram distribuídas para instalação em veículos com restrição.
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A operação, batizada de “Placa Fantasma”, cumpriu sete mandados de busca e apreensão nos bairros Residencial Vista do Mestre, Planície da Serra, Morada de Laranjeiras, Ourimar e Jardim Limoeiro. Na casa de um dos investigados, foram apreendidas 25 placas ainda sem estampa. Também foram recolhidos celulares, aparelhos eletrônicos, equipamentos utilizados nas adulterações, um carro e três motocicletas.
O homem, de 24 anos, e a mulher, de 25, foram autuados em flagrante por adulteração veicular e encaminhados ao sistema prisional. O Detran-ES informou que está à disposição para colaborar com as investigações. O inquérito segue em andamento para identificar todos os envolvidos no esquema.

