A Polícia Civil do Espírito Santo prendeu, na manhã desta terça-feira (20), um casal investigado por atuar em um esquema de fraudes envolvendo a venda de armas de fogo a CACs (colecionadores, atiradores desportivos e caçadores). A ação ocorreu no bairro Vista da Serra e foi realizada por meio do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa, em apoio à Delegacia de Homicídios de São Paulo.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações apontam que os suspeitos Homero Vieira de Almeida e Mayra dos Santos Silva mantinham um site falso de comercialização de armas, utilizado para enganar vítimas em diferentes regiões do país. O esquema consistia na oferta de armamentos que não existiam, induzindo os compradores a realizar pagamentos e a fornecer dados pessoais.
Ligação com organização criminosa
Ainda segundo a corporação, o casal é investigado por atuar como braço operacional do Primeiro Comando da Capital (PCC). A apuração indica que o grupo criminoso buscava ampliar sua atuação no Espírito Santo por meio desse tipo de golpe.
As principais vítimas identificadas até o momento seriam policiais e integrantes do público CAC, atraídos pelos anúncios que simulavam a venda de armas de marcas conhecidas, com valores considerados competitivos.
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Uso indevido de dados e outros golpes
Durante a investigação, a Polícia Civil identificou que, além do prejuízo financeiro causado pela falsa venda de armas, os dados fornecidos pelas vítimas também teriam sido utilizados para outras fraudes, como tentativas de obtenção de crédito e empréstimos em nome dos compradores.
As diligências que resultaram nas prisões fazem parte de uma operação conjunta entre os estados do Espírito Santo e de São Paulo, com foco no combate a crimes de estelionato e na repressão à atuação de organizações criminosas interestaduais.
Histórico criminal e prisão anterior
O Tempo Novo aputou que as investigações atuais não são o primeiro envolvimento de Homero Vieira de Almeida com crimes desse tipo. Em 2024, ele já havia sido preso no Espírito Santo por liderar uma organização criminosa especializada em golpes relacionados à venda irregular de armas de fogo e à promessa de facilitação de porte de arma.
Na ocasião, Homero se apresentava falsamente como delegado da Polícia Federal e também como representante de empresas internacionais do setor armamentista, utilizando essa identidade para ganhar a confiança das vítimas. Ele atuava em conjunto com a esposa, Mayra dos Santos Silva, e outros comparsas.
Segundo a Polícia Civil, em menos de um ano o grupo movimentou mais de R$ 800 mil por meio de fraudes. Na época, Homero conseguiu fugir da prisão atraves do benefpicio da ‘saidinha’.