Casal entra na justiça contra buffet por insatisfação dos serviços prestados

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O casal afirmou que os docinhos estavam “duros e com gosto de coisa vencida”. Além disso, ao chegar ao local da cerimônia, a noiva teria caído em desespero e em prantos compulsivos diante da situação da ornamentação. Foto: Divulgação

Insatisfeito com os serviços prestados por um empresa de buffet e ornamentação em seu casamento, um cidadão entrou na justiça querendo indenização. Mas o pedido foi negado pela juíza de Direito Cinthya Coelho Laranja, da 4ª Vara Cível da Serra.

De acordo com o processo, o requerente e sua noiva teriam sofrido uma enorme decepção porque o buffet da festa teria uma qualidade muito inferior ao contratado e a ornamentação não correspondia aos padrões esperados.

O casal afirmou que os docinhos estavam “duros e com gosto de coisa vencida”. Além disso, ao chegar ao local da cerimônia, a noiva teria caído em desespero e em prantos compulsivos diante da situação da ornamentação.

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Por outro lado, a defesa da empresa argumentou que foi apresentado um orçamento inicial de R$ 3 mil pelos serviços nos padrões solicitados pelo autor da ação. Entretanto, o noivo manifestou interesse em agendar uma visita para conversar sobre a possibilidade de reduzir esse orçamento, alterando alguns detalhes nos serviços contratados.

Deste encontro, segundo a requerida, teria resultado um contrato de prestação de serviços diferente daquele inicialmente orçado, já que o orçamento anterior não poderia ser suportado pelo casal.

Para a juíza, o autor da ação é, neste caso, o responsável por comprovar os fatos narrados no pedido inicial, trazendo provas da conduta ilícita que teria sido praticada pela empresa e o dano que sofreu.

Entretanto, a Juíza Cinthya Coelho Laranja destacou que não foi comprovado nenhum fato narrado na petição. Além disso, algumas contradições foram observadas, como por exemplo, em relação aos docinhos que foram feitos, como confessado pelo próprio autor, por outras pessoas e não pela ré.

Já em relação à ornamentação, a magistrada frisou que as imagens apresentadas “como indicativo do tipo de ornamentação que teria sido negociada, não têm, por si só, o condão de comprovar que aquilo foi de fato contratado pelo autor”.

Assim, “tendo em vista que as provas produzidas nos autos não legitimam de forma consistente as alegações autorais, entendo que os supracitados argumentos justificam a improcedência dos pedidos”, concluiu a Juíza. As informações são da assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Espírito Santo.

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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