Carnaval de 1998: o dia que Luma de Oliveira parou a Sapucaí com a coleira ‘Eike’

Modelo homenageou marido
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Luma de Oliveiracarnaval 1998
Luma - Foto: Globo/Manchete

Eterna rainha de bateria, Luma de Oliveira segue como um dos nomes mais lembrados do Carnaval carioca. Entre tantas aparições marcantes, o desfile de 1998 é frequentemente lembrado como o mais icônico. Naquele ano, a modelo, que desfilava pela Tradição, surgiu na Marquês de Sapucaí usando uma coleira com o nome “Eike”, em referência ao então marido, o empresário Eike Batista.

O acessório causou enorme repercussão e dividiu opiniões. Parte do público interpretou a fantasia como um símbolo de submissão ao marido, o que gerou debates acalorados, inclusive dentro do movimento feminista.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, publicada em 2001, Luma rebateu as críticas e afirmou que o gesto representava exatamente o oposto do que foi interpretado. Para ela, a fantasia era uma expressão de liberdade individual. “Minha ideia de liberdade é muito mais ampla do que se pensa. Liberdade é fazer com ela o que quiser”, afirmou na ocasião. Luma argumentou que uma mulher só é submissa quando age sob pressão e sem autonomia, o que, segundo ela, não era o seu caso. “Uma mulher sambando à frente de 300 homens, do jeito que eu estava, não é submissa. Passa longe disso”, disse.

A modelo também destacou que o marido sequer sabia da coleira durante o desfile, já que estava fora do país no Carnaval. “Ele só soube dias depois”, contou. Luma ainda comparou o acessório a colares com iniciais de grifes famosas, como Christian Dior, explicando que o uso do nome era uma provocação e uma brincadeira, sem intenção de submissão ou homenagem formal.

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Décadas depois, o episódio voltou a ser comentado. Em entrevista concedida em 2023 ao canal de Leo Dias, Luma reforçou sua posição e disse ter ficado assustada com a reação do público. Segundo ela, o gesto foi visto de forma exagerada. “O mundo é plural, cada um pensa de um jeito. Tentaram colocar um peso ali que não existia”, afirmou. Luma reiterou que nunca houve intenção de submissão e que as críticas dizem mais sobre quem as faz do que sobre o gesto em si.

Fim do casamento com Eike Batista

O fim do casamento entre Luma de Oliveira e Eike Batista também voltou aos holofotes recentemente com o lançamento da biografia do empresário, Tudo ou Nada, escrita por Malu Gaspar. O livro dedica um trecho ao rompimento do casal e revela detalhes do acordo da separação. Segundo a obra, Luma ficou com uma casa no mesmo terreno da antiga mansão do casal, no Jardim Botânico, uma propriedade em Búzios e cerca de 20 milhões de dólares.

A separação definitiva ocorreu após rumores de que Luma teria se envolvido com o bombeiro José Albucacys. A ex-modelo sempre negou a traição. Ainda de acordo com a biografia, Eike teria ficado profundamente abalado com o fim do casamento, mas optou por não expor publicamente a ex-esposa para preservar os filhos.

O livro também relembra um episódio em que Luma recusou, por pressão do marido, o convite para posar como a “mulher do milênio” na edição de estreia da Playboy dos anos 2000. Segundo a biografia, Eike argumentava que a exposição não condizia com a imagem de empresária e mãe de dois filhos. Luma só voltaria a posar para a revista em 2001, no ensaio intitulado “A deusa da luxúria”.

Mesmo após tantos anos, o desfile de 1998 segue como um dos momentos mais discutidos da trajetória de Luma de Oliveira, símbolo de um Carnaval provocador, livre e marcado por leituras diversas — exatamente como a própria rainha sempre defendeu.

Foto de Anny Malagolini

Anny Malagolini

Anny Malagolini é jornalista, com sólida experiência em produção de conteúdo e estratégias de SEO. Ao longo de 15 anos de carreira, atuou em grandes redações, com foco em audiência orgânica, relevância editorial e jornalismo de qualidade.

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