Capixaba enfrenta o Fluminense na Copa do Mundo de Clubes nesta quarta (25)

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Arthur Sales em campo pelo Mamelodi Sundowns. Foto: redes sociais
Arthur Sales em campo pelo Mamelodi Sundowns. Foto: redes sociais

Nascido e criado na Serra, em Macafé, o jogador Arthur Sales vive um dos momentos mais importantes da carreira. Atacante do Mamelodi Sundowns, da África do Sul, o capixaba se prepara para um duelo especial na Copa do Mundo de Clubes da Fifa: o confronto contra o Fluminense, marcado para quarta-feira (25), no Hard Rock Stadium, em Miami. A partida, que começa às 16h, é válida pela última rodada do Grupo F.

A história de Arthur com o futebol começou cedo, passando por diversas escolhinhas do Espírito Santo, além de times de bairros da Grande Vitória e da região serrana. Aos 12 anos, Arthur partiu para o Rio de Janeiro para participar de um teste no Vasco, onde fez toda a sua base.

E o primeiro grande momento da carreira veio justamente no Gigante da Colina. O atacante estreou profissionalmente em 2021, aos 19 anos, realizando o sonho da família vascaína. “[O mais marcante] Foi quando estreei profissionalmente pelo Vasco. Minha família toda é vascaína, então foi um momento muito feliz para todo mundo. Esse é o momento mais marcante para mim até hoje”, contou ao Tempo Novo.

Após deixar São Januário, ainda em 2021, Arthur teve passagens pela Europa. Atuou no Lommel SK, da Bélgica, e no Paços de Ferreira, de Portugal, antes de retornar ao Brasil para defender o Bahia. Em julho de 2024, o gigante sul-africano, Mamelodi Sundowns, desembolsou cerca de 3,2 milhões de euros (R$ 18,4 milhões à época) para contratar o atacante de 22 anos, que chegou como uma das grandes apostas ofensivas da equipe.

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Porém, Arthur explica que a adaptação não foi fácil. Entre lesões e a distância de casa, o início foi de desafios. “Minha adaptação foi um pouco difícil. Tive algumas lesões, mas depois as coisas começaram a acontecer e agora está tudo bem. Está melhorando”, disse. E isso já tem refletido em campo, na atual temporada foram 8 gols e 8 assistência em 29 jogos, ajudando a equipe na conquista do oitavo campeonato sul-africano consecutivo.

O jogador também destaca as diferenças culturais que encontrou na África do Sul, tanto dentro quanto fora de campo. “O nível do campeonato é bem diferente. Tem dois ou três equipes que são competitivas, e o resto é mais mediano. A cultura aqui é um pouco parecida com a do Brasil, com pessoas muito alegres e calorosas”, explica o atacante.

Uma curiosidade é que o Mamelodi tem o apelido de “Os Brasileiros” (The Brazilians, em inglês), isso devido ao uniforme típico da equipe sul-africana, com camisa amarela, calções azuis e meiões brancos, uma clara referência ao uniforme da Seleção Brasileira. “Sobre o apelido dos brasileiros, eles realmente têm muita conexão com o Brasil. São mais fãs do Brasil do que a gente mesmo! Quando sabem que somos brasileiros, eles gostam ainda mais, tratam bem”, completa.

Um aspecto que chamou a atenção de Arthur é a religiosidade no ambiente esportivo. Segundo ele, existe um ritual diário de oração envolvendo o elenco, antes e depois dos treinos. “Acredito que a principal diferença cultural no futebol daqui para outros lugares do mundo, são as orações. Elas acontecem antes e depois de todos os treinos e todas as refeições”, conta o jogador.

Encontro com o Fluminense

Agora, no Mundial de Clubes, o atacante capixaba vive a expectativa de um dos jogos mais especiais da carreira, o confronto contra o Fluminense. E o fato de ser uma equipe brasileira, torna o desafio ainda mais simbólico. “Para mim vai ter uma sensação diferente enfrentando um time brasileiro, é bem legal. Gosto de enfrentar times brasileiros”, explica.

O jogador fala também sobre a sensação de participar da primeira edição da Copa do Mundo de Clubes da história. “Creio que pode ser um dos maiores sonhos dos jogadores sul-americanos, ainda mais sendo a primeira competição assim, vai ficar marcada na nossa história. Estamos muito felizes por participar”, disse.

Na competição, o Mamelodi soma uma vitória e uma derrota — venceu o Ulsan Hyundai por 1 a 0 na estreia, mas foi superado pelo Borussia Dortmund por 4 a 3 na segunda rodada — ocupando a terceira posição do Grupo F com 3 pontos.

Diante do Fluminense, a equipe sul-africana precisa vencer para manter vivas as chances de classificação. Já o Fluminense lidera o grupo e garante a vaga com um simples empate, mas, para assegurar o primeiro lugar, precisará conquistar a vitória no confronto.

Foto de Guilherme Marques

Guilherme Marques

Guilherme Marques é jornalista e atua como repórter do Portal Tempo Novo.

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