Quem decidiu começar o dia com um passeio tranquilo na manhã desta terça-feira (17) foi uma visitante pra lá de inusitada. Uma capivara fêmea resolveu “tirar uma onda” na Praça de André Carloni, na Serra, caminhando pelo local como se fosse moradora antiga — e, claro, virou o centro das atenções.
Moradores que faziam exercícios físicos no momento pararam tudo para acompanhar o “passeio” do animal, que circulou com tranquilidade pela praça e rendeu fotos, vídeos e muita curiosidade.
A movimentação foi tanta que a Polícia Militar precisou ir até o local para organizar a população, que se aproximou curiosa para observar o animal de perto.
De acordo com a Prefeitura da Serra, a capivara foi resgatada pela Fiscalização de Meio Ambiente da Serra, após acionamento de moradores e com apoio da Polícia Militar. O animal apresentava boas condições de saúde e comportamento silvestre preservado, sendo solto na Área de Proteção Ambiental (APA) da Lagoa Jacuném. A prefeitura orienta que a população não tente capturar animais silvestres por conta própria; ao avistá-los em áreas urbanas, o cidadão deve solicitar o resgate via aplicativo Colab.
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Capivaras são dóceis, mas exigem cuidado
O biólogo Cláudio Santiago, em entrevista ao Jornal Tempo Novo, explica que as capivaras são animais geralmente tranquilos, mas que o contato deve ser evitado.
“Elas são animais dóceis e se aproximam das pessoas quando não se sentem ameaçadas. Não costumam atacar, a não ser em situações de defesa. É extremamente raro encontrar casos de ataque sem provocação”, explicou.
Ele também destaca que a capivara é o maior roedor do mundo, sendo nativa da América do Sul e com preferência por áreas próximas à água, como lagoas e rios.
Risco de doenças exige atenção
Apesar do comportamento pacífico, o especialista alerta para riscos relacionados à saúde. As capivaras podem ser hospedeiras do carrapato-estrela (Amblyomma cajennense), transmissor da bactéria que causa a febre maculosa, doença que pode ser grave.
“Esses parasitas representam um risco significativo à saúde humana. Por isso, o ideal é evitar contato direto com o animal”, reforçou o biólogo.

Como acionar o resgate de animais silvestres
Em casos como esse, a orientação é não tentar capturar ou encostar no animal e acionar a equipe responsável.
- Fiscalização Ambiental da Serra: (27) 9 9951-2321
- Também é possível registrar a ocorrência pelo aplicativo Colab
Além disso, é importante manter o animal no campo de visão até a chegada da equipe.