Biblioteca com mais de 4 mil livros será criada pelo Tempo Novo e recebe apoio de autoridades do ES

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A biblioteca que será criada pelo Tempo Novo reunirá mais de 4 mil títulos de diferentes gêneros. Crédito: Divulgação

O Jornal Tempo Novo iniciou a execução de um novo projeto cultural com recursos próprios: a criação de uma biblioteca dedicada à literatura capixaba, que reunirá mais de 4 mil títulos de diferentes gêneros.

O acervo inclui desde obras recentes até livros históricos publicados há 50 e 60 anos, além de coleções completas de autores capixabas e publicações produzidas em diversos municípios do Espírito Santo.

Grande parte do material é composta pelo legado do jornalista Maurilem de Paulo Cruz, falecido em 2025, somado ao acervo literário próprio do Tempo Novo, tradicionalmente voltado à produção cultural da Serra.

Em homenagem à sua trajetória, a biblioteca levará o nome de Maurilem de Paulo Cruz, um dos idealizadores do jornal, fundado em 1983.

Acervo reúne literatura, jornais históricos e fotografias da Serra

Além da literatura, o espaço também disponibilizará todo o acervo jornalístico impresso do Tempo Novo, composto por 1.360 exemplares, publicados entre dezembro de 1983 e fevereiro de 2020.

O projeto ainda incorpora milhares de fotografias reveladas em papel, com registros históricos que remontam à década de 1970, formando um dos conjuntos documentais mais relevantes sobre a história recente da Serra e do Espírito Santo.

A biblioteca terá acesso público, com possibilidade de consulta, visitação e empréstimo gratuito de livros, além de contar com um espaço próprio para estudos e pesquisas.

A inauguração está prevista para ainda este ano.

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Maior espaço privado dedicado à literatura capixaba

O projeto resultará no maior espaço privado dedicado exclusivamente à literatura capixaba com uso público em todo o Espírito Santo.

A iniciativa reforça o compromisso histórico do Tempo Novo com a preservação da memória cultural, incentivo à leitura e democratização do acesso ao conhecimento.

O projeto arquitetônico da biblioteca é assinado pela arquiteta Raísa Mello, do escritório ARQ e Interiores, profissional com raízes na região da Serra Sede.

Autoridades destacam importância cultural da iniciativa

A proposta já começou a repercutir entre autoridades e lideranças capixabas. Para o governador Renato Casagrande, uma biblioteca desse porte representa muito mais que um espaço de livros.

“Ter uma biblioteca com cerca de 4 mil volumes transcende o simples desejo de colecionar objetos; trata-se da construção de um ecossistema intelectual vivo e de um legado de curiosidade. Em um mundo cada vez mais digital, o livro físico permanece como uma das poucas tecnologias de armazenamento de conhecimento que não depende de cabos ou baterias para sobreviver aos séculos”, destacou.

Segundo ele, iniciativas como essa ajudam a preservar a memória e ampliar o acesso à leitura.“Ter um veículo de imprensa preocupado com a leitura não apenas de notícias, mas de livros e histórias fictícias, traz uma mudança de paradigmas para a nossa sociedade. E ter toda a história do Tempo Novo resgatada e à mostra é uma preservação da história do jornalismo capixaba e, principalmente, da Serra”, afirmou.

O vice-governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço, também ressaltou o papel transformador da leitura e da informação. “Sem dúvida alguma é um motivo especial para parabenizar a iniciativa. É um projeto que valoriza o conhecimento, resgata parte da história capixaba e reafirma o poder transformador da leitura. Em um tempo em que a velocidade das redes muitas vezes supera a reflexão, iniciativas como essa fortalecem a formação de uma sociedade mais consciente e preparada para o futuro”, declarou.

Preservação da memória da Serra

O prefeito da Serra, Weverson Meireles, destacou o papel do projeto na preservação da história da cidade. “O Tempo Novo merece reconhecimento por transformar sua própria trajetória em um presente para a nossa cultura e para a nossa cidade. Essa biblioteca nasce como um marco para a literatura capixaba, mas também como um verdadeiro guardião da memória da Serra”, afirmou.

Para ele, o acervo reunido pelo jornal ao longo de décadas ajuda a contar a formação e o crescimento do município. “É uma iniciativa que honra o passado, fortalece o presente e inspira o futuro”, disse.

Acesso ao conhecimento e valorização da cultura capixaba

O presidente da Câmara Municipal da Serra, Dr. William Miranda, também destacou a importância da iniciativa para o acesso à cultura.“Projetos como esse reforçam a importância de preservar a memória e valorizar a produção cultural do Espírito Santo. A criação de um espaço dedicado à literatura capixaba, aberto à população, fortalece o acesso ao conhecimento e mantém viva a história dos serranos”, afirmou.

Já o presidente da OAB Serra, Dr. Ítalo Scaramussa, destacou a carência de equipamentos culturais no município e a relevância da iniciativa. “Embora seja um município economicamente pujante, com a maior economia do Estado, no quesito cultura ainda deixa muito a desejar. Temos uma deficiência enorme de equipamentos culturais destinados às artes. Por isso, a criação dessa biblioteca voltada ao resgate da história e dos autores do município é extremamente importante”, disse.

Segundo ele, a iniciativa também ajuda a contar a trajetória do próprio jornal. “O Tempo Novo tem mais de 40 anos de história e sua trajetória se confunde com a história da Serra. Saúdo mais uma vez essa iniciativa e afirmo que a Ordem está à disposição para apoiar atividades culturais como essa”, concluiu.

Foto de Yuri Scardini

Yuri Scardini

Yuri Scardini é diretor de jornalismo do Jornal Tempo Novo e colunista do portal. À frente da coluna Mestre Álvaro, aborda temas relevantes para quem vive na Serra, com análises aprofundadas sobre política, economia e outros assuntos que impactam diretamente a vida da população local. Seu trabalho se destaca pela leitura crítica dos fatos e pelo uso de dados para embasar reflexões sobre o município e o Espírito Santo.

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